Meus 10 acontecimentos preferidos de 2017

Faltando apenas 1 mês para 2017 acabar inevitavelmente vem aquele momento em que você para pra fazer o balanço de como foi o seu ano. O meu 2017 foi sem dúvidas um dos melhores anos da minha vida! Aconteceram tantas coisas, mas TANTAS coisas que às vezes até parece que foram mais de 1 ano! Aqui vai uma lista de apenas 10 delas, que acho que foram as mais marcantes pra mim:

1: Férias no Brasil

As férias no Brasil foram sem dúvida meus dias mais felizes do ano. Ter voltado pra casa depois de quase dois anos  fora foi muito especial. O ano começou perfeito passando a virada ao lado da nossa família <3

2: Meu aniversário

Ainda nas férias no Brasil, meu aniversário desse ano foi o melhor que já tive até hoje! Não tenho nem o que falar :’)

3: O lugar mais lindo do mundo: Nova Zelândia

Voltando do Brasil para a Austrália paramos na Nova Zelândia para passar 10 dias. Sei que ainda estamos devendo posts (e vídeos) sobre essas férias, mas eles vão vir, prometo! hahaha A Nova Zelândia me fez chorar várias vezes de tanto lugar lindo :’)

4: A realização de um sonho antigo

Voltando para a Austrália realizamos um grande sonho: fazer uma viagem de van. Foram 3 meses INCRÍVEIS de muito aprendizado e experiências novas, pessoas incríveis que conhecemos e lugares lindos que visitamos!

5: Nossa casa nova

Depois da viagem, voltando para Gold Coast, finalmente conseguimos alugar uma casa só para nós. Desde que chegamos na Austrália estávamos sempre dividindo casa com outras pessoas e por mais que tenha sido uma experiência que nos trouxe muito aprendizado, já foi mais que o suficiente. Hoje estamos muito felizes em poder ter um cantinho só para nós.

6: As pessoas novas que conhecemos

2017 foi um ano em que eu disse muito SIM. Várias pessoas apareceram na minha vida e sabe aquela história de “vamos marcar um café algum dia”? Eu realmente marquei esses encontros e com isso eu conheci MUITA gente nova e fiz grandes amigos. Se você é uma dessas pessoas que eu conheci esse ano e esta lendo isso agora, quero que saiba que eu sou muito grata por ter você na minha vida <3

7: Nosso primeiro workshop

Esse ano começamos uma nova etapa dos nossos projeto e demos o primeiro workshop Mindset dos Sonhadores. Foi uma realização incrível que conquistamos e que estou ansiosa para dar continuidade em 2018!

8: O meu primeiro círculo do Sagrado Feminino

Quando estávamos na estrada voltando de Melbourne para Gold Coast eu senti um chamado de fazer algo pela nossa comunidade brasileira. No decorrer dos primeiros meses de volta pra cá eu pensei muito sobre isso e esse chamado se dividiu em dois projetos: o workshop Mindset dos Sonhadores e o primeiro círculo que eu organizei do sagrado feminino. Esse foi o ano que eu ouvi pela primeira vez sobre o sagrado feminino e a experiência desse circulo foi indescritível. Além das meninas maravilhosas que eu conheci, essa experiência despertou em mim a vontade de continuar e levar isso adiante com eventos que eu já estou em mente para 2018.

9: Espiritualidade, intuição e terapias de cura

Uma das coisas mais lindas que marcou 2017 pra mim foi o desenvolvimento da minha intuição, uma maior conexão com a espiritualidade e meus estudos nas terapias de cura. Desde a nossa viagem de van eu comecei a meditar praticamente todos os dias e isso começou a clarear cada vez mais a minha mente e aguçar a minha intuição. Esse ano eu descobri o motivo de eu ter vindo para a Austrália e qual é a minha missão aqui, comecei a psicografar cartas com mensagens sobre o meu passado, presente e futuro e comecei a desenvolver a minha mediunidade. Além disso comecei a estudar sobre constelação familiar, ho’oponopono, física quântica, astrologia, conclui o nível III em reiki e estou trabalhando com mandalas vibracionais. 2017 foi um ano intenso e tenho certeza que 2018 me reserva muito mais!

10: Quando tivemos um cachorro por um dia

E por último, uma coisa que pode parecer bobeira, mas que foi um dia muito feliz do nosso ano: o aniversário do David. De presente de aniversário pra ele eu peguei um cachorro emprestado de uma amiga pra gente levar pra passear e tivemos um dia muito incrível! Nós sentimos muita falta de ter um cachorro e nesse dia conseguimos matar um pouquinho da nossa vontade passeando com o Buddy 🙂

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Monthly Check-in: Agosto

menina tocando sino tibetano

Esse ano eu comprei uma agenda da Kikki.K e é uma agenda super fofa com várias pequenas atividades inspiradoras pra fazer no decorrer do ano. Em cada final de mês ela traz esse monthly check-in, que nos convida a olhar para as semanas que passaram com gratidão e inspiração para planos futuros! Além de escrever na minha agenda eu resolvi postar aqui no blog também para deixar o registro e quem sabe inspirar outras pessoas a fazerem o mesmo 🙂

Nesse exato momento eu estou me sentindo:

Inspirada, com planos para o blog e com muita vontade de escrever.

Três palavras que definem meu mês de agosto:

♥ Inspiração
♥ Eclipse
♥ Trabalho

O que foi mais divertido em agosto:

O aniversário do David, quando tivemos um dia maravilhoooooso passeando com o Buddy. De presente eu dei para o David um dia passeando com um cachorro muito fofinho <3 Eu conheci uma moça chamada Vivi que foi super querida e nos emprestou o Buddy para passar o dia 🙂

cachorro olhando pra cima
Buddy, o cachorro lindo da Vivi

O que foi desafiador em agosto:

Ontem pela primeira vez em talvez 4 anos, eu dirigi. Eu coloquei como uma das minhas metas esse ano superar o medo de dirigir e é uma coisa que eu tenho empurrado com a barriga porque só de pensar em dirigir já me da uma ansiedade e minhas mãos começam a suar frio.

Desde que voltamos para Gold eu já perdi umas 4 oportunidades de lugares pra dar aula porque eles eram longes demais para ir de transporte público. Eu to perdendo muito tempo e gastante muito dinheiro com tram e eu queria realmente poder ter a liberdade de pegar o carro e ir para onde eu quiser! Mas o medo me trava.

Ontem, indo para o trabalho, eu dirigi com o David do meu lado por uma rua bem calminha. Foram apenas 2km, mas eu fiquei em pânico, foi difícil trocar a marcha da van, achei que eu fosse bater nos carros estacionados e quando finalmente chegamos, eu desliguei o carro e chorei por uns 10 minutos.

Uma coisa que quero fazer mês que vem que vai me ajudar a atingir as minhas metas e ter um impacto positivo na minha vida:

Quero estabelecer minha rotina matinal novamente. Ano passado eu estava com uma rotina que eu estava gostando muito: eu tomava minha água com limão, meditava, saia para caminhar, voltava para tomar banho, praticava yoga e tomava café da manhã, tudo isso antes das 8am. Eu ainda estou me batendo um pouco para organizar a minha rotina novamente porque cada dia eu estou trabalhando em um lugar diferente, com horários diferentes, mas uma das minhas metas para Setembro é organizar minha manhã novamente 🙂

Três coisas que aconteceram em agosto e eu sou grata:

♥ Ter voltado com as aulas de yoga no parque

meninas fazendo yoga
Yoga no parque em Burleigh Heads, Gold Coast

♥ A encomenda de mandala que eu entreguei para um studio de yoga em Bilambil Heights

menina segurando uma mandala rosa
Mandala de 85cm cheia de amor que fiz para um studio de yoga local

♥ A oportunidade de trabalhar com a Mari Bray, uma artista incrível que faz essas peças maravilhosas:

♥ E um extra: o eclipse! Não sei pra vocês, mas esse eclipse foi muito poderoso pra mim! Depois que o eclipse passou eu senti como se eu conseguisse enxergar muito claramente tudo o que eu preciso fazer pra atingir minhas metas e ter uma vida com mais propósito!

Descobertas felizes do mês de agosto:

♥ O Whooles tá vendendo pão francês. DE VERDADE. Comer esse pãozinho foi sem dúvidas  um dos momentos mais felizes do mês:

pão francês no prato azul
A felicidade em forma de pãozinho

♥ O blog da Marcinha

♥ Os stories da Invertisa

♥ Esse livro que minha amiga Lana me indicou

♥ Esse outro ebook que eu comprei chamado Lunaception

♥ Esse site que fala muuuuuitas coisas sobre a influência da lua na nossa vida <3

♥ Como fazer um Ikigai

♥A lojinha online da minha vizinha, que faz acessórios incríveis com cristais

E quais foram os melhores momentos do seu mês de agosto? Deixa aqui nos comentários 🙂

 

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O que são chakras e a relação deles com o yoga

O que são os chakras? Em sânscrito a palavra chakra significa “roda”. Assim como nós temos o nosso corpo físico com órgãos, ossos, músculos, etc, nós também temos o nosso corpo sutil que também tem vários elementos, um deles são os chakras. Os chakras são centros de energia que representam aspectos do nosso corpo físico, mental e emocional.

Onde estão localizados

Nosso corpo possui muitos chakras, mas são 7 os principais e eles estão localizados na região da nossa coluna vertebral:

o que sao chakras
Localização dos chakras

Como os chakras funcionam

O ideal é que a gente consiga manter os nossos chakras em equilíbrio. Porém, algumas situações da nossa vida, alimentação, pensamentos e outros fatores podem deixar os chakras em desarmonia. Cada chakra tem uma cor diferente e possui uma função. Entender as características de cada chakra nos ajuda em um processo de autoconhecimento e por consequência, nos ajuda a saber qual área da nossa vida precisa de mais atenção.

Conhecendo cada chakra

Muladhara Chakra (Chakra Raiz ou Base)
Mantra: Lam
Afirmação: Eu sou
Localização: Base da coluna
Cor: Vermelho
Elemento: Terra
Glândula: supra-renais
Funções: Traz vitalidade para o corpo físico
Cristais: rubi, calcita vermelha, jaspe vermelho, quartzo vermelho, granda, hematita, turmalina negra
Óleos essenciais: Patchouli, Mirra, Cedro,
Qualidades Positivas: Coragem, estabilidade, individualidade, paciência, saúde, sucesso e segurança
Qualidades Negativas: Insegurança, raiva, tensão e violência
Alguns exemplos de asanas para Muladhara Chakra:

 

 

 

 

 

Swadhisthana Chakra (Chakra do sacro)
Mantra: Vam
Afirmação: Eu sinto
Localização: Abaixo do umbigo
Cor: Laranja
Elemento: Água
Glândula: gônadas (testículos e ovários)
Funções: Força e vitalidade física
Cristais: cornalina, calcita laranja, opala de fogo
Óleos essenciais: Ylang-ylang , Gerânio, Rosa, Jasmim, Sândalo, Néroli
Qualidades Positivas: Assimilação de novas ideias, dar e receber, desejo, emoções, mudanças, prazer, saúde e tolerância
Qualidades Negativas:
Confusão, ciúme, impotência, problemas da bexiga e problemas sexuais
Alguns exemplos de asanas para Swadhisthana Chakra:

 

 

 

 

 

muladhara chakra

Manipura Chakra (Chakra do umbigo ou plexo solar)
Mantra: Ram
Afirmação: Eu faço
Localização: entre o umbigo e o coração
Cor: Amarelo
Elemento: Fogo
Glândula: pâncreas
Funções: Digestão, emoções e metabolismo
Cristais: Âmbar, olho de tigre, ouro, citrino, calcita amarela
Óleos essenciais: Erva doce, Camomila Romana, Hortelãs, Laranja, Bergamota, Olíbano
Qualidades Positivas: Auto controle, autoridade, energia, humor, imortalidade, poder pessoal e transformação
Qualidades Negativas: Medo, ódio, problemas digestivos e raiva
Alguns exemplos de asanas para Manipura Chakra:

 

 

 

 

 

Anahata Chakra (Chakra do coração)
Mantra: Yam
Afirmação: Eu amo
Localização: Coração
Cor: Verde (cura e energia vital), rosa (amor)
Elemento: Ar
Glândula: Timo
Funções: Energiza o sangue e o corpo físico
Cristais: quartzo rosa, jade, malaquita, quartzo verde, turmalina verde, calcita rosa, turmalina rosa, esmeralda
Óleos essenciais: Rosa, Melissa, Manjerona, Palmarosa, Gerânio
Qualidades Positivas: Amor incondicional, compaixão, equilíbrio, harmonia e paz
Qualidades Negativas: Desequilíbrio, instabilidade emocional, problemas de coração e circulação
Alguns exemplos de asanas para Anahata Chakra:

 

 

 

 

 

Vishuddha Chakra (Chakra da garganta)
Mantra:
Ham
Afirmação: Eu falo
Localização: Garganta
Cor: Azul claro
Elemento: Éter
Glândula: Tireóide
Funções: Som, vibração, comunicação
Cristais: Topázio azul, turquesa, calcita azul, quartzo azul, angelita, água marinha
Óleos essenciais: Hortelã-pimenta, Eucalipto, Erva doce, Limão, Camomila
Qualidades Positivas: Comunicação, criatividade, conhecimento, honestidade, integração, lealdade e paz
Qualidades Negativas: Depressão, ignorância e problemas na comunicação
Alguns exemplos de asanas para Vishuddha Chakra:

 

 

 

 

 

Ajña Chakra (Chakra do terceiro olho)
Mantra: Om
Afirmação: Eu vejo
Localização: Na testa, entre as sobrancelhas
Cor: Azul índigo
Elemento: Todos os elementos
Glândula: hipósife
Funções: Revitaliza sistema nervoso e a visão
Cristais: Sodalita, safira azul, lápis lazuli, turmalina azul, pedra da lua
Óleos essenciais: Sálvia Esclaréia, Alecrim, Junípero, Cipreste e Lavanda
Qualidades Positivas: Concentração, devoção, intuição, imaginação, realização da alma e sabedoria
Qualidades Negativas: Dores de cabeça, medo, problema nos olhos, pesadelos e tensão
Alguns exemplos de asanas para Ajña Chakra:

 

 

 

 

 

 

Sahasrara padma (Chakra Coroa)
Mantra: Om
Afirmação: Eu compreendo
Localização: No topo da cabeça, bem no centro
Cor: Violeta e Branco
Elemento: Todos os elementos
Glândula: pineal
Funções: Revitaliza o cérebro
Cristais: Ametista, diamante, safira violeta, pirita, calcita dourada,
Óleos essenciais: Olíbano, Sândalo, Lavanda, Elemi, Mirra, Benjoim
Qualidades Positivas: Percepção além do tempo e do espaço. Abre a consciência para o infinito
Qualidades Negativas: Alienação, confusão, depressão e falta de inspiração
Alguns exemplos de asanas para Sahasrara Chakra:

 

 

 

 

 

Como equilibrar os chakras

Existem muitas formas de equilibrar os chakras que estão em desarmonia. Ter uma vida balanceada e uma alimentação saudável é essencial para manter os chakras em harmonia. Quando um chakra esta em desequilíbrio é possível equilibrá-lo novamente com terapias como reiki, cromoterapia, aromaterapia ou terapia com cristais.

Como a prática de yoga pode me ajudar a equilibrar os chakras?

A prática regular de yoga também é uma ótima forma de manter os chakras equilibrados, pois durante a aula estamos trabalhando com posturas que fazem com que a nossa energia, o nosso prana, flua em todas as direções do nosso corpo. Uma prática completa e balanceada de yoga trabalha com todos os chakras. Além disso também é possível ter uma aula de yoga com foco em cada chakra. Dessa forma ainda estamos trabalhando com todos eles, mas dando uma atenção especial para um chakra específico 🙂

Se você quiser saber mais sobre os chakras ou tiver alguma dúvida, é só deixar nos comentários abaixo!

Imagem da capa: fonte desconhecida

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Como fazer um bolo pode te deixar mais feliz

bolo de chocolate em um prato azul

Eu sou uma pessoa que AMA fazer bolos! Qualquer motivo é uma desculpa para ligar o forno. Pode ser porque é aniversário de alguém, ou porque vem visita em casa, ou simplesmente porque esta um lindo dia para comer bolo (e quando não é né? <3). Nós inclusive até fizemos um bolo durante a nossa viagem e provamos que é possível assar um bolo na van! Alguns especialistas afirmam que fazer bolo é muito mais do que querer preparar algo doce. Especialmente quando é feito para outras pessoas, pode trazer muitos benefícios psicológicos.

Fazer bolos é uma forma de expressão e comunicação

Segundo a professora de Ciências Psicológicas e Cerebrais da Universidade de Boston, Donna Pincus, o ato de fazer um bolo permite que você possa se expressar de forma mais criativa. Quando você faz um bolo para outras pessoas você esta achando uma forma de demonstrar seus sentimentos. Seja porque quer agradecer por um favor que ela te fez, ou para dizer o quanto você esta feliz por ela ter te convidado para um jantar, ou até para demonstrar que você sente muito por ela ter perdido alguém querido. Ás vezes são situações que palavras não são o suficiente para dizer o que você sente, e o ato de fazer um bolo para essa pessoa traduz esse sentimento. Em muitas culturas, em diferentes países, comida é uma expressão de amor.

Fazer bolos é uma forma de meditação

Eu nem preciso falar dos benefícios da meditação né? Alivío de stress e aumento de felicidade são só alguns deles. Mas se você acha que a única forma de meditar é sentar na postura de lótus, fechar os olhos e ficar imóvel por longas horas, você esta enganado. Uma das formas de meditação mais bacanas se chama mindfulness, que traduzindo significa ter a sua atenção plena em alguma coisa. Pode ser na sua respiração, nos seus batimentos cardíacos, ou até mesmo andando, correndo, cozinhando e… fazendo bolos!

Fazer um bolo requer totalmente a sua atenção. Você precisa medir cuidadosamente os ingredientes, preparar todas as etapas como ligar o forno, untar a forma, misturar os ingredientes… Se você trouxer sua atenção total para todos esses detalhes, para os cheiros, para a textura da massa, você esta criando um estado de atenção plena no momento presente e isso pode sim resultar em diminuição de stress (se você viu o vídeo de quando fizemos o bolo na van, sabe bem do que eu estou falando! Note o meu humor antes e depois de fazer o bolo hahaha)

A Professora Pincus ainda diz que quando você esta imerso no ato de fazer um bolo, você tem a sua total atenção na receita e isso faz com que você se livre daqueles pensamentos e preocupações que você anda ruminando. O cultivo desses pensamentos negativos podem levar a quadros de tristeza e depressão, por isso focar em algo produtivo pode te ajudar a livrar-se desse problema.

Fazer um bolo para alguém é um ato de altruísmo

Enquanto que a preparação do bolo pode trazer benefícios próprios para você, o ato de ainda estar fazendo isso para outra pessoa aumenta o seu nível de bem estar e felicidade. Donna Pincus diz que quando você esta fazendo um bolo para outra pessoa você tem um sentimento de estar fazendo algo de bom para o mundo, o que pode até aumentar o seu senso de ter um sentido na vida e de conexão com outras pessoas. Não é lindo? <3

Muitos estudos sobre felicidade relacionam a felicidade com o ato de se doar, fazer algo totalmente altruísta para outra pessoa e quando você faz um bolo para alguém você esta doando seu tempo e sua dedicação.

Porém, se fazer bolos é uma atividade que te estressa, você pode não receber os mesmos benefícios. Algumas pessoas tem fobia de entrar na cozinha e preparar algo e essa é uma situação que pode aumentar o seu nível de stress. Se esse é o seu caso, a terapia do bolo não é pra você. A própria professora Pincus diz que “contanto que não seja uma atividade estressante ou obrigatória, isso pode ser benéfico para todos”.

É claro que aqui estou falando sobre bolos, que é uma coisa com a qual eu me identifico e amo fazer, mas esses benefícios tem o mesmo valor em outras áreas da cozinha, como por exemplo preparar um jantar para os amigos.

Receita de bolo de prestígio

E já que estamos falando nisso, quero dividir com vocês uma receita de bolo de prestígio que eu fiz no fim de semana e ficou maravilhoso! Que tal aproveitar essa oportunidade para fazer um bolo para aquela pessoa que você ama? 🙂

Para a massa eu usei a mesma receita de nega maluca, então se você não gosta de prestígio é só substituir o recheio por calda de chocolate ou brigadeiro mole! 

Ingredientes:
– 03 xícaras de farinha de trigo (aqui na Austrália eu prefiro usar a self raising porque eu não me dou bem com o fermento daqui, mas fica a seu critério)
– 02 xícaras de açúcar
– 01 xícara de chocolate em pó
– 01 colher de sopa de fermento (esse eu não coloquei porque usei a farinha self raising)
– 01 colher de chá de bicarbonato de sódio
– 01 colher de chá de sal
– 01 xícara de óleo
– 02 ovos
– 02 xícaras de água quente

Modo de fazer:
– Misture todos os ingredientes secos. Depois acrescente todos os molhados. Leve a uma forma untada no forno 180° por 35 minutos.
– Dica: unte a forma com chocolate em pó ao invés de farinha. Assim o bolo fica mais bonito quando você desenformar, sem ter aquelas marcas brancas da farinha 🙂

Cobertura e recheio:
Para fazer a cobertura e o recheio eu fiz uma receita de beijinho simples, com uma lata de leite condensado, 2 colheres de sopa de manteiga e côco ralado à gosto (eu coloquei um moooooonte!). Levei tudo ao fogo e deixei por alguns poucos minutos, pois a intenção é que o beijinho fique bem mole, como se fosse comer de colher!

Eu concordo que esse bolo não é o mais saudável do mundo, mas eu acredito que ser saudável esta também relacionado a ser feliz. A vida é um equilíbrio em todos os sentidos e passar vontade também não faz bem, por isso de vez em quando eu gosto de me dar ao luxo de fazer um bolo desses, bem delicioso e que enche o meu coração de alegria!

Se você também ama fazer bolos ou gosta de cozinhar para outras pessoas, deixa aqui nos comentários! 🙂

Esse post foi traduzido e adaptado desse artigo

 

 

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Dicas para um roteiro de roadtrip pela Austrália

Fazer uma grande viagem de carro era um sonho antigo. Antes de decidirmos vir para a Austrália, nosso primeiro plano era comprar uma kombi e viajar por todo o Brasil. Na época queríamos uma kombi safari, mas quando começamos a pesquisar os preços, quase caímos pra trás. Nós até matamos um pouco da nossa vontade quando fizemos uma pequena viagem de carro na Argentina quando transformamos a nossa tracker em um mini motorhome, mas o sonho de fazer uma grande viagem assim teria que ser deixado pra depois.

E aí a vida aconteceu, nós nos mudamos pra Austrália, a terra dos outlanders e do pessoal fissurado em camping, e tivemos a chance de comprar uma campervan. Tendo o carro em mãos, passamos o ano de 2016 inteiro guardando dinheiro e planejando a nossa grande viagem de carro pela Austrália: o sonho finalmente se tornaria realidade.

E assim aconteceu, em Março de 2017 nós começamos a nossa viagem de campervan pela Austrália, que durou 10 semanas, e aqui eu quero dividir com vocês algumas informações úteis que podem ajudar quem também esta planejando uma viagem de carro pela terra dos cangurus.

casal em frente a campervan ao lado do rio
Esse foi o momento da nossa partida de Gold Coast, quanto pegamos a estrada rumo a Sunshine Coast

Quanto tempo é preciso para fazer uma viagem pela Austrália?

Essa é uma pergunta difícil de responder. Uma coisa que você só se da conta quando esta na estrada: a Austrália é um país ENORME  e as distâncias são GIGANTESCAS. O nosso plano inicial seria fazer a Austrália inteira em 1 ano, e acho que esse seria um bom tempo para ver tudo. Porém, as coisas mudaram e nosso prazo para a viagem seria de 5 meses. Desses 5 meses, no final a viagem acabou durando 3 meses (entenda aqui o porquê).

Durante 3 meses nós fizemos metade da costa leste, de Sunshine Coast até a Great Ocean Road, incluindo a Tasmânia. Nós não fizemos a viagem correndo, mas acho que poderíamos ter feito em mais tempo pra poder ficar mais dias nos lugares que mais gostamos. Foram poucas as cidades em que ficamos mais de 1 dia e algumas delas só passamos pra conhecer, não chegando a ficar nem um dia inteiro.

Parando para olhar o mapa da Austrália e vendo o que percorremos por 3 meses, posso dizer que teria sido quase impossível fazer o país inteiro em apenas 5 meses. É muito chão!

Muitas pessoas já fizeram esse mesmo trajeto em muito menos tempo, e sim, é possível. Mas com certeza não pararam em todos os lugares que nós paramos e se eu já acho que foi “corrido” pra nós, imagina pra quem fez em menos tempo?

Cada pessoa tem seu estilo de viagem e cada um prioriza o que acha mais importante. Nós sempre fomos da opinião de que é melhor viajar mais lento, aproveitando mais, mesmo que isso signifique menos cidades.

No final do post esta o mapa de onde passamos e mais informações sobre as kilometragens.

menina com mapa na mão
Planejando a etapa da Tasmânia

Como planejar uma grande viagem de carro?

Eu amo planejar viagens, sou daquelas que faz a pesquisa completa, listas, planilhas e tem todas as informações organizadas. Porém, quando chegou a hora de planejar a viagem da Austrália eu surtei. Simplesmente não sabia por onde começar. Então eu me dei conta de que precisava de duas coisas para começar o planejamento:

1- A primeira coisa que eu precisava era dividir a grande viagem em várias pequenas viagens. A Austrália tem várias roadtrips e eu dividi esses 3 meses nas seguintes etapas:
– 1 semana em Sunshine Coast
– Legendary Pacific Coast (trecho de Gold Coast à Sydney)
– 1 semana em Sydney
– De Sydney à Melbourne
– Círculo da Tasmânia
– 1 semana em Melbourne
– Great Ocean Road

Eu planejei uma etapa de cada vez. Primeiro organizei o que faríamos em Sunshine Coast. Voltando de lá, eu tirei uns 2 dias pra planejar os lugares que iríamos parar na Legendary Pacific Coast. Chegando em Sydney, tirei 1 dia só para pesquisar o que faríamos na cidade…e assim foi, um passo de cada vez.

Em uma viagem como essa é impossível definir quantos dias ficar em cada lugar, porque você nunca sabe. Às vezes você gosta muito de um lugar e quer ficar mais um dia. Às vezes você chega na cidade e não tem nada pra fazer lá e você segue até a próxima cidade. O que eu fiz nesse planejamento foi apenas anotar no mapa quais seriam os pontos mais legais e coisas que poderíamos fazer em cada cidade para ter uma noção geral, e fomos decidindo no caminho onde ir e quanto tempo ficar.

2- A segunda coisa que eu precisava era uma data. Uma data de partida e uma data de chegada em qualquer lugar, seja lá onde fosse.Foi difícil definir a data de partida porque você sempre acha que não esta pronto, ou que precisa fazer mais alguma coisinha no carro, ou precisa comprar alguma coisa pra viagem… Então eu defini que a nossa saída seria dia 04 de Março de 2017 porque a soma de todos esses números da 8, e 8 é o numero da prosperidade (sim, eu sei, eu sou a louca da numerologia, mas eu precisava de algo para me dar uma data!).

A data de chegada em algum lugar é mais difícil ainda, porque você não sabe exatamente quanto tempo vai levar e essa data precisa ser flexível de certa maneira. O que me fez conseguir essa data foi comprar os tickets do ferry para a Tasmânia. Assim, teríamos que estar em Melbourne no dia 16 de abril.

Essas duas informações foram fundamentais para eu conseguir me liberar da trava que me impedia de começar o planejamento da viagem, e a partir daí tudo ficou mais fácil.

Eu sou uma pessoa que apesar de amar tecnologia, também gosto muito de escrever anotações à mão, colar post-its e essas coisas, por isso quando fomos na RACQ fazer o seguro do carro, nós pedimos pra eles mapas impressos de toda a Austrália (eu sei mãe natureza, essa não é a maneira mais sustentável, mas ter um mapa impresso do lugar que eu vou é uma das minhas guilty pleasure de viagem).

Junto dos mapas de papel, eu também comprei o aplicativo Wikicamps, que é quem absolutamente NOS SALVOU durante toda a viagem. O aplicativo é tão bom que eu fiz um post só falando sobre ele, vale a pena a leitura.

Através do aplicativo, além de achar pontos de interesse eu achei onde encontrar banheiros públicos, chuveiros quentes, sinal de wifi e lavanderia, que foram as coisas que mais nos guiaram durante a viagem. Não foram poucas as vezes em que dirigimos até outra cidade só pra tomar um bom banho ou lavar a roupa.

ipad com mapa e mapa de papel com anotações
Wikicamps e mapas de papel, trabalhando juntos no nosso planejamento de viagem

Qual a melhor época para estar em cada lugar?

A regra de ouro aqui é: evite lugares muito frios e chuvosos. Toda a nossa viagem aconteceu no outono, mas eu sinto eu vivemos todas as estações do ano durante esses 3 meses devido aos diferentes lugares que passamos. Quando começamos a viagem ainda estávamos no estado de Queensland e estava relativamente calor. Isso nos permitiu tomar banhos frios em chuveiros públicos da praia sem muitos problemas e nossas roupas e toalhas secavam bem rápido.

Porém, quando atravessamos para o estado de New South Wales já estava praticamente impossível tomar banho na praia. Por isso tivemos que recorrer aos chuveiros quentes, alguns públicos e alguns pagos, e algumas vezes pagamos um camping só pra poder ter um lugar pra tomar banho.

É também importante estar atento às forças da natureza. Quem acompanhou a nossa viagem desde o começo sabe que o nosso plano inicial era começar pelo norte da Austrália, indo até Cairns, para depois ir para o Sul. Só que de última hora resolvemos mudar de ideia porque nessa época tem muitos ciclones nessa região. O que descobrimos algumas semanas depois é que de fato teve um ciclone lá exatamente no dia que estava previsto para chegarmos na cidade de Townsville, que foi devastada pelo ciclone Debbie.

A Tasmânia também foi um outro exemplo. A época com climas mais amenos é o verão, que mesmo assim pode ser bem frio! É também a época que o campo de lavandas esta mais florido. Mas nós não tivemos muita escolha quanto a isso, nós chegamos lá em meados de abril e pegamos temperaturas negativas em alguns dias, quando nevou! Estando em uma campervan sem isolamento térmico nenhum, esse é o tipo de coisa que é melhor ser evitada se possível (apesar de que o dia da neve foi um dos momentos mais mágicos da viagem, não me arrependo de nada! <3)

carro coberto de neve
Nossa vanzinha cheia de neve

Quanto custa uma viagem de carro pela Austrália e como economizar?

Vamos falar de dinheiro. Viajar é caro? Depende. No nosso caso, viajar de carro pela Austrália foi mais barato do que ficar parados morando em Gold Coast, e os números estão aqui para provar. Isso significa que gastamos menos com combustível, campings e estacionamentos do que no aluguel em Gold Coast.

No final do post você vai encontrar links para todos os nossos diários, semana a semana, onde todas elas tem informações detalhadas sobre quanto gastamos em cada semana. Quando morávamos em Gold Coast antes da viagem, nós morávamos em uma casa compartilhada e o nosso custo médio de vida (com aluguel, combustível, mercado e saídas de vez em quando) era de AUD$400.00 por semana. Das 10 semanas de viagem, em apenas 4 delas gastamos mais do que AUD$400.00, sendo que uma delas o gasto extra foi o de um HD que compramos, outra delas passamos apenas AUD$5.81, e a outra compramos um pacote para Moreton Island (ou seja, gasto esporádico). Resumindo, no fim das contas na verdade gastamos a mais apenas na semana que ficamos em Sydney, que foi uma cidade super cara.

E falando em cidades caras, aqui esta o truque de como economizar: evite cidades grandes, elas são mais caras e complicadas. Em Sydney nós gastamos HORRORES porque qualquer lugar que íamos tínhamos que pagar estacionamento, e por estar em uma cidade grande não conseguíamos “armar acampamento” para poder cozinhar, o que fez com que a gente comesse fora a maioria das vezes.

Preparar a nossa própria comida foi o grande fator de economia da viagem porque estávamos gastando com mercado praticamente a mesma coisa que gastávamos antes morando em Gold Coast. Porém, por outro lado, nas cidades maiores o combustível é mais barato do que em lugares remotos, por isso aproveitamos para abastecer nessas cidades. Outra dica é que na Austrália o combustível esta sempre mais caro no começo do mês e mais barato no final do mês, ou seja: dia 30 é dia de encher o tanque!

Mas vamos direto ao ponto: quanto custou essa viagem? A nossa roadtrip pela Austrália custou exatamente AUD$3946,15 das 10 semanas + gasolina para voltar da Great Ocean Road até Gold Coast, que deu AUD$351.64, dando um total de AUD$4297,79. Para saber mais detalhadamente o que foi esse gasto eu recomendo fortemente que você veja nos posts dos diários. Assim você vai saber o quanto disso foi gasto pessoal, o quanto foi de manutenção do carro, o quanto foi de gasolina, comida, etc.

Fazendo almoço na churrasqueira pública

Alguns outros fatos:

Nós acabamos concordando em todas as respostas abaixo, por isso elas valem por nós dois 🙂

Cidade preferida:
Melbourne

Praia mais bonita:
Bay of Fires, na Tasmânia

Lugar que menos gostamos:
Sydney

Trecho de estrada mais bonito:
Great Ocean Road

Pior trecho de estrada:
Jervis Bay até Canberra, baita estrada de chão!

Lugar mais bonito que já paramos pra dormir:
camping gratuito em Ellendale, na Tasmânia

Pior lugar que já dormimos:
qualquer lugar que tivemos que dormir com o poptop abaixado.

O momento mais lindo:
Primeira noite na Tasmânia, quando olhamos para o céu e pudemos ver a via láctea a olho nu!

Quantas noites dormimos na casa de amigos: 13

Quantas noites dormimos em campings pagos: 5

Maior dica de camping:
Coloque combustível sempre que tiver chance, tome banho sempre que tiver chance, vá ao banheiro sempre que tiver chance e abasteça seus mantimentos sempre que tiver chance. Você nunca sabe quando vai encontrar um posto de gasolina, banheiro ou mercado de novo na estrada.

Coisas que compramos pra viagem e nunca usamos: Chuveiro de camping, rede de pendurar em árvore, sofá inflável, vários utensílios de cozinha, livros de guia de viagem

Coisas que não compramos pra viagem e sentimos falta: leiteira

Melhor ideia culinária da van: sopa (tomamos muuuuuuuuuuita sopa!)

Pior ideia culinária da van: bolinhos de chuva na van. Tivemos a proeza de sujar TODOS os nossos utensílios de cozinha pra fazer os bolinhos e fez a maior meleca pra fritar eles. Ideia errada hahaha

Quantidade de multas que levamos: 0

Vezes que o carro quebrou: 0

Quantos estados conhecemos: 5: Queensland, New South Wales, Australia National Territory, Victoria e Tasmânia

Vezes que alguém nos denunciou pra prefeitura: 2. Uma em Sunshine Coast e outra em Melbourne.

Maior tempo sem tomar banho: 3 dias. Aconteceu duas vezes, ambos na Tasmânia. Sério, foi muito difícil achar chuveiros quentes lá!

Pessoa mais louca que conhecemos na viagem: Peter, um senhor de 60 anos que já deu SEIS voltas de carro pela Austrália depois de aposentado, em um carro normal, nada preparado pra viajar. Ele nos contou muitas histórias!

Kilometros feitos: Aproximadamente 8.503km

Média de km por dia: 121,5km (é só uma média, claro que tiveram dias que não dirigimos nada e dias que dirigimos muito)

Litros de gasolina: 1.214L

Gasto com gasolina: AUD$1484.53

Índice de posts

Quando definimos a data da viagem (planejamento)

A partida – sobre a mistura de sentimentos

Semana 01 – De Gold Coast a Sunshine Coast

Semana 02 – De Gold Coast a Byron Bay

Semana 03 – De Byron Bay a Nambucca Heads

Semana 04 – De Nambucca Heads a Sydney

Semana 05 – De Sydney a Canberra

Semana 06 – De Canberra a Melbourne

Semana 07 – De Melbourne a Eaglehawk Neck (Tasmânia)

Semana 08 – De Hobart a Devonport (Tasmânia)

Semana 09 – Melbourne

Semana 10 – Great Ocean Road

A volta para Gold Coast

Veja também a nossa viagem documentada em vídeos no nosso canal do youtube. É muita história pra contar, então aos poucos estamos editando os vídeos e colocando no canal 🙂

Espero que tenham gostado do post e que as informações possam ser úteis para quem esta planejando essa grande viagem!
Se tiver alguma dúvida é só deixar abaixo nos comentários!

Mapa da viagem

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Porque decidimos voltar para Gold Coast 

casal de mãos dadas em frente ao lago

Quando terminamos a nossa viagem e pegamos a estrada de volta para Gold Coast, eu escrevi esse post contando porque decidimos encerrar a nossa viagem mais cedo. O post ficou guardado pelas últimas 7 semanas, enquanto estávamos na correria de organizar essa nova etapa da nossa vida, até que hoje eu encontrei ele e resolvi compartilhar com vocês 🙂

A ideia inicial do nosso projeto

Quando a ideia do nosso projeto nasceu, o plano era dar uma volta ao mundo de carro, passando por todos os continentes até chegar no Brasil de novo. Nosso sonho é viajar por todos os cantos desse planeta, acreditamos que o mundo é muito grande para ficar sempre no mesmo lugar.

Quando começamos a estruturar nosso projeto, decidimos fazer uma espécie de “piloto” pela Austrália. Na época estávamos contando com um visto até final de 2017, que nos daria bastante tempo para viajar por toda a Austrália. Também tínhamos a segurança de um dinheiro que tínhamos guardado, fruto de muito esforço do nosso trabalho durante todo o ano de 2016. Não tínhamos motivos para não ir. Foi quando antes mesmo de começar a nossa viagem, tivemos uma conversa que nos fez decidir encerrar o nosso visto em Julho de 2017, 6 meses antes do que estava previsto. Foi uma decisão que nos apertou o coração, mas seria o mais sensato. Não queremos mais ficar gastando dinheiro com cursos meia-boca só para ter um visto para continuar aqui. Com isso, nossa viagem pela Austrália que ia durar um ano, teve um prazo de validade de 5 meses.

O que faríamos depois disso? Essa era uma pergunta que me tirou o sono muitas noites. Quando se tem um mundo de opções, apesar da liberdade ser incrível, fica muito mais difícil decidir o que fazer. Uma coisa era certa, ainda não era hora de voltar para o Brasil. Com isso chegamos a 3 opções: poderíamos ir para a Nova Zelândia, Ásia ou Europa. Nenhuma delas tinha um futuro meio certo, a viagem pela Austrália ia gastar boa parte das nossas economias e seja lá qual fosse o lugar que decidíssemos ir, iríamos chegar da mesma forma que chegamos na Austrália: com dinheiro suficiente apenas para os primeiros meses e ali teríamos que começar a construir nossa vida do zero, de novo. Jogamos para o universo e continuamos vivendo a nossa vida um dia de cada vez.

O início da viagem

Começamos a nossa viagem no dia 04 de Março e durantes as 10 semanas que se seguiram, nós vivemos o nosso sonho. Nós tivemos dias incríveis, dias não tão incríveis, dias cheios de aventura e acredite, dias de tédio também. Durante a viagem, algumas vezes nos perguntamos se a Austrália não seria o nosso lugar. Nós já não temos mais a barreira da língua, é um país seguro e cheio de oportunidades, é um lugar lindo… Tirando a saudade da família e a internet do período pré-histórico, a Austrália é sim um lugar maravilhoso para morar.

Algumas vezes nos perguntamos se não deveríamos voltar para Gold Coast. A dúvida é: esse questionamento era a nossa intuição querendo nos dizer alguma coisa, ou era apenas um medo subconsciente de viver o desconhecido e querer voltar  para um lugar “seguro”? Nunca soubemos dizer.

Foi logo antes de chegarmos em Melbourne que começamos a pensar um pouco mais sério sobre voltar para Gold. E nas duas semanas seguintes a ideia foi se intensificando. Durante o tempo que ficamos na Tasmânia pensamos muito sobre o assunto, se era isso mesmo que queríamos fazer e se sim, como faríamos isso acontecer.

O universo nos enviou um sinal

Voltando para Melbourne, o David recebeu uma oportunidade para fazer um curso de website development em uma escola nova que abriu em Gold Coast chamada Mindroom. Essa é uma escola voltada para a área de tecnologia e tem foco em realmente ensinar o aluno, e não ser apenas mais uma que da visto de estudante. Por isso ficamos animados em começar algo novo que possa agregar alguma coisa no nosso futuro como nômades digitais.

Era o sinal que estávamos esperando do universo. Uma coisa que a gente tem aprendido cada vez mais nos últimos anos é de estar aberto a tudo o que vem para gente. As coisas não vem sem um motivo e é importante ser flexível e estar aberto à mudanças. A dois meses atrás nós tínhamos sim decidido ir embora, mas qual o problema em mudar de ideia?

A decisão foi tomada

Nós meditamos muito sobre o assunto, pedimos conselho ao IChing e chegamos a conclusão de que voltar para Gold Coast é uma baita de uma oportunidade que o universo esta nos presenteando. Estamos felizes com a nossa decisão e muito empolgados com tudo o que esta por vir. Estamos cheios de planos e eu tenho um sentimento muito bom de que o próximo 1 ano e meio que vamos passar lá será um ano em que o nosso projeto vai crescer muito, nós vamos crescer muito e muitas coisas boas virão em nossa direção.

Não há nada mais empolgante que novos começos!

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Semana 10: The Great Ocean Road

estrada ao lado do mar vista de cima

Essa foi a última semana da nossa roadtrip pela Austrália. Fechamos com chave de ouro passando pela Great Ocean Road, sem dúvida nenhuma o trecho mais bonito de toda a nossa viagem! Passamos por alguns dos lugares mais famosos da Austrália, como os Doze Apóstolos. Foi lindo demais!

06/05, sábado:

Ainda em Melbourne, de manhã fomos na feirinha de South Melbourne. Era aniversário de 150 anos da feira, por isso estava tendo banda e várias barraquinhas de comida. Porém estava muito cheio de gente, então resolvemos ir tomar café da manhã em um café em frente à feirinha. Depois fomos passear no Luna Park, um parque de diversões a moda antiga em St. Kilda. O parque é muito bonitinho, bem cara de vintage e o legal é que você não paga nada pra entrar, só paga pra ir nos brinquedos que quiser. Pena que começou a chover e não conseguimos aproveitar muito, ficamos só um pouquinho e voltamos pra casa. Choveu o dia todo e não tínhamos muito o que fazer, então saímos só pra lavar roupa e voltamos pra passar a noite em casa com a Ella e o Dermot. Foi muito divertido, acendemos a lareira, derretemos marshmallows no fogo, comemos chestnuts assados e ficamos tomando vinho até umas 2 da manhã.

Luna Park em St. Kilda

07/05, domingo:

Esse teoricamente seria nosso último dia em Melbourne. De manhã fomos na feirinha de artesanato local de Fitzroy, que foi a minha feirinha preferida de Melbourne! Muitas coisinhas fofas e diferentes. Caminhando pelo bairro de Fitzroy encontramos um restaurante vegetariano junto com studio de yoga, um lugar muito lindinho chamado Chai Bar. O lugar era muito convidativo e resolvemos parar ali pra almoçar. Depois, quase indo embora, passamos em uma loja de coisinhas indianas que estava com tudo por 50%!!! Eu quis fazer aloca e comprar tudo, mas comprei só uma blusinha e um bowl tibetano que eu estava querendo a muito tempo! <3 Depois de tanto caminhar voltamos pra casa e ficamos lá até de noite.

entrada de uma feira
La Rose Street Market, em Fitzroy

Leia também sobre a semana incrível que passamos em Melbourne! 

08/05, segunda-feira:

Durante a manhã nos arrumamos pra pegar a estrada e falamos com meus pais no Skype. Como era a nossa despedida de Melbourne, fomos com a Ella e o Dermot almoçar em um restaurante etíopes. Provar uma comida nova foi uma experiência interessante e estava delicioso, mas um pouco apimentado demais pra mim. Nos divertimos muito e passamos em uma cafeteria depois do almoço. Quando terminamos o café já eram 4 da tarde e estava chovendo, então decidimos não pegar mais a estrada hoje. Não nos importamos, estávamos amando ficar em Melbourne mesmo! Então dormimos uma última noite na casa dos nossos queridos amigos e nos aprontamos para sair no dia seguinte.

Comida da Etiópia
Comida da Etiópia

Dica: A partir dessa parte do post, dá o play nessa música 🙂

09/05, terça-feira:

Saímos bem cedo. Nos despedimos de Melbourne com uma certa melancolia, mas empolgados para começar a Great Ocean Road. Nossa primeira parada foi a cidade de Geelong. Lá caminhamos pela orla e visitamos o prédio da biblioteca que tinha uma vista muito bonita para a cidade.

Tótens de pessoas
Tótens gigantes na cidade de Geelong, representando as personalidades que ajudaram a formar a cidade. Por toda a orla existem várias dessas estátuas.

Depois fomos conhecer a cervejaria Little Creatures. Essa foi a parte mais legal do dia! Lá tem também a fábrica da White Rabbit, onde fizemos uma degustação gratuita e tivemos uma baita aula irada sobre cervejas! Foi muito legal, provamos vários sabores diferentes, mas o mais engraçado é que no fim da degustação ficamos muito bêbados! Hahaha cada sabor que provamos a moça encheu quase meio copo pra cada um!

kombi verde em frente a uma fábrica
Cervejaria Little Creatures, em Geelong

Dali fomos para a Little Creatures, que também tem um restaurante e aproveitamos para almoçar. Comemos um hambúrguer delicioso e pedimos uma degustação da marca deles também. Foi muita cerveja pra um dia só! Saindo dali só conseguimos andar até o estacionamento deles, onde dormimos no carro por boa parte da tarde.

homem em degustação de cervejas
Degustação de cervejas da Little Creatures

Antes de escurecer e já sãos, fomos até a rest area de Geelong, onde dormimos das 5 da tarde até as 7 da manhã do dia seguinte! Tiramos o atraso do nosso sono de todas as noitadas em Melbourne haha

10/05, quarta-feira:

De manhã dirigimos até Torquay, onde oficialmente começa a Great Ocean Road. Lá tomamos um bom banho quente no chuveiro público e acabamos ficando a tarde toda lá. Eu descobri um curso de Yin Yoga que estava dando uma bolsa para a próxima turma deles e claro que eu tive que me inscrever! Passei a tarde toda escrevendo a minha carta de aplicação e quando anoiteceu fomos para a praia de Bells Beach, onde passamos a noite. Era uma noite de lua cheia e ver o espetáculo da lua no mar foi o jeito mais lindo de terminar o nosso dia.

turistas na great ocean road
O começo oficial da Great Ocean Road

11/05, quinta-feira:

Nesse dia nós fizemos a Great Ocean Road quase inteira! Acordamos às 6:30 da manhã, vimos o sol nascer e pegamos a estrada. Fomos parando em cada mirante que encontramos. Por ordem, foram: Anglesea, farol de Aireys Inlet, depois na cidade de Lorne fomos na cachoeira Erskine Falls e no mirante Teddy’s lookout, o meu preferido até então (foto da capa do post). A partir daí continuamos até Apollo Bay e esse trecho foi o mais bonito de toda a viagem pela Austrália!!! (eu sei, ja disse isso várias vezes…mas dessa vez foi mesmo!) Ainda em Apollo Bay subimos até o Marrner’s Lookout, que tem uma bela vista da cidade toda, e continuamos até o ponto mais esperado da viagem: Os doze apóstolos (Twelve Apostles).

pedras surgindo do mar na costa
Os Doze Apóstolos, na Great Ocean Road

Um pouquinho antes dos Doze Apóstolos paramos em Gibson Steps, e de lá já conseguimos ver quanta gente tinha nos Doze Apóstolos! Esse é um dos lugares mais famosos e bonitos da Austrália e estava socado de turistas. Não é pra menos, o lugar é realmente muito incrível. Nos sentimos tão minúsculos diante da grandiosidade da natureza! No horário que chegamos lá, às 3 da tarde, o sol estava bem atrás das rochas, o que fez ficar muito difícil manter os olhos abertos! Dali fomos para o próximo ponto, o Razorback e o Loch Ard Gorge. Esse último é uma praia muito linda, mas que também estava cheia de gente. Procurando no WikiCamps eu achei um lugar onde poderíamos dormir ali perto, então decidimos encerrar o passeio e no dia seguinte faríamos todos esses pontos de novo, com mais calma.

12/05, sexta-feira:

Acordamos por volta de 6 da manhã. Queríamos ver o sol nascer no Twelve Apostles! Chegamos lá bem a tempo de ver o astro rei subir. Foi lindo! Mas o que foi mais lindo foi a paz desse lugar às 7 da manhã. Lugar vazio, éramos só nós e mais umas 10 pessoas, e o silêncio! Pudemos curtir muito mais o lugar do que no dia anterior. Depois fomos novamente para o Loch Ard Gorge, onde tivemos a praia só pra nós por um bom tempo, o que nos permitiu gravar um vídeo bem lindo de dia das mães para nossas mães 🙂

menina fazendo yoga em frente ao mar com pedras
Loch Ard Gorge, um dos lugares mais lindos da Great Ocean Road

A seguir paramos no The Arch, London Bridge até chegarmos no ponto mais longe que tínhamos decidido ir, o The Grotto. No The Grotto, sabíamos que a nossa viagem tinha acabado. A partir dali seria só caminho de volta. Por um momento ficamos um pouco tristes, mas sabíamos que esse dia iria chegar mais cedo ou mais tarde. Depois do sentimento de tristeza veio um sentimento de conquista e gratidão. Nós realizamos nosso sonho. E poderemos realizar ele de novo no futuro, quantas vezes quisermos! A felicidade tomou conta novamente. Dali começamos nosso caminho de volta para Gold Coast, sendo a primeira parada de volta na cidade de Geelong.

menina fazendo yoga em frente à pedras
The Grotto, o ponto final da nossa roadtrip pela Austrália

A viagem de volta vai ser menos empolgante, vamos dirigir direto até chegar lá, que vai levar mais ou menos uns 3 dias. Até chegar em Sydney vamos pegar um caminho por dentro, pela Hume Highway, uma estrada um pouco entediante e sem muito o que ver no caminho, porém mais curta. A partir de Sydney voltamos pela costa novamente, subindo pela Legendary Pacific Coast até Gold Coast, onde um novo capítulo da nossa história espera por nós. Estamos empolgados. Novos começos são sempre empolgantes. Estamos cheios de garra e energia para focar em coisas que queremos construir e tocar o Namaste108 em novos horizontes. Tenho certeza de que essa viagem foi apenas o comecinho do lindo caminho que o nosso projeto ainda tem pela frente.

Se você quiser ler desde o começo sobre a nossa roadtrip pela Austrália, comece por aqui 🙂

Saiba exatamente porque decidimos encerrar a viagem mais cedo e voltar pra Gold Coast

Gastos da semana:

Combustível: AUD$52.31
Estacionamento: AUD$2.30
Mercado: AUD$42.41
Bowl Tibetano e blusinha da loja indiana: AUD$35.38
Cartões postais e correio: AUD$28.05
Comer fora: AUD$169.64
TOTAL: AUD$330.59
Gasto abaixo do que gastávamos quando estávamos morando em Gold Coast: AUD$69.41

Por onde passamos no mapa:

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Semana 09: Melbourne

A semana que passamos em Melbourne foi uma das minhas preferidas da nossa viagem pela Austrália. Aliás, Melbourne foi de longe a minha cidade preferida de toda a viagem!!! Sério, foi muito apaixonante e eu não queria ir embora nunca! Nós passamos uma semana muito gostosa com nossos amigos que moram lá e que super nos acolheram, fazendo a nossa passagem por Melbourne ser mais especial ainda. Acho que por termos nos divertido tanto não tiramos muitas fotos e nem fizemos muitos vídeos… Sabe aquela coisa, que você ta se divertindo tanto que esquece de registrar? Foi assim <3

29/04, sábado:

Esse foi o nosso último dia na Tasmânia. Nós acabamos terminando a nossa viagem um dia antes, por isso tivemos o sábado inteiro sem muito o que fazer. Queríamos ir conhecer mais na cidade de Devonport e fomos no centro de informações turísticas, mas eles mesmos nos disseram que não tinha muito pra fazer na cidade naquele dia hahaha então achamos uma praia bonitinha chamada Coles Beach e ficamos lá o dia todo, sem muito o que fazer, apenas curtindo a tarde gostosa na frente do mar.

campervan na praia
Coles Beach, na Tasmânia

Se você ainda não viu como foi a nossa viagem pela Tasmânia, comece por aqui e depois por aqui

30/04, domingo:

Dia de voltar para Melbourne! Acordamos bem cedo para pegar o Spirit of Tasmania, a balsa que faz essa travessia. Foram mais 9 longas horas de volta, mas dessa vez eu não passei tão mal quanto na ida, só um pouquinho hahaha mas foi um dia produtivo, apesar da internet oscilando muito ainda consegui escrever bastante para o blog e começar o meu ebook, enquanto o David editou vários vídeos. Chegamos em Melbourne à noite e capotamos de sono na frente da casa dos nossos amigos, Ella e Dermot.

01/05, segunda-feira:

Eu já tinha marcado médico pra esse dia antes mesmo de irmos para a Tasmânia, então a primeira coisa que fizemos em Melbourne foi ir na minha consulta. Isso tomou quase a nossa manhã toda e saindo de lá fomos no mercado para reabastecer nossa geladeira. Fizemos almoço em um parque e descansamos boa parte da tarde. No por do sol, fomos passear no Jardim Botânico, o primeiro lugar que realmente visitamos em Melbourne. Foi lindo demais, o parque é enorme e cheio de plantas diferentes. Minha parte preferida foi uma área cheia de diferentes espécies de cactus, incluindo suculentas! <3 À noite voltamos para dormir na frente da casa dos nossos amigos.

homem em frente a varios cactus
Botanic Garden de Melbourne

02/05, terça-feira:

Tiramos o dia para ir passear pela cidade! Pegamos as bikes emprestadas dos nossos amigos e fomos pedalar. Conhecemos vários museus e o centro da cidade, que é muito amor! Sério, os prédios são lindos, as calçadas são lindas e tem intervenções artísticas por todo lado! Na hora do almoço, procurando um lugar barato pra comer, nos deparamos com um restaurante indiano chamado OM com comida livre por apenas $6.50!!! Fechou, não pensamos duas vezes. Apesar de a gente AMAR comida indiana, essa não foi a mais maravilhosa que já comemos…acho que porque eles querem fazer render mais, colocam bastante água e isso deixou os curries bem ralinhos hahaha mas por 6.50 estava ótimo. Continuamos nosso rolê pelas ruas procurando pelos famosos grafites e depois pegamos o bondinho 35, uma linha turística gratuita que passa pelos principais pontos do centro. Nós já estávamos exaustos de tanto andar e pegamos o bondinho só para podermos ficar sentados um pouco, protegidos da chuva. Fizemos o circuito todo e depois pegamos as bikes de volta.

rua cheia de grafites
Grafites nas ruas de Melbourne

03/05, quarta-feira:

Acordamos com alguém batendo na nossa porta. Abrimos a cortina. Era a prefeitura! Alguém havia nos denunciado e a prefeitura veio para nos dar um aviso de que não podíamos dormir ali. Explicamos que estávamos na frente da casa dos nossos amigos, mas o rapaz disse que então não podíamos dormir dentro do carro e teríamos que ir para dentro da casa. Tudo bem, pelo menos ele não nos multou! Nesse dia fomos almoçar com nossos amigos, fomos comer um hambúrguer maravilhoso no bairro de St. Kilda. Depois do almoço voltamos para casa porque o David precisava terminar umas coisas e à noite eu fui em uma aula de yoga com a Ella. Foi uma noite muito gostosa, além do yoga fomos em um café delicioso perto do studio de yoga e depois voltamos para casa.

04/05, quinta-feira:

Nesse dia fomos conhecer a praia! Apesar do frio estava um dia lindo de sol e fomos para a praia de Dendy Beach, onde tem aquela famosas casinhas coloridas na praia de Melbourne chamadas de Beach Huts (foto da capa). Passamos um bom tempo nos divertindo tirando fotos lá e tentando disputar um lugar para fotografar no meio de tantos chineses! Hahaha no fim da tarde fomos conhecer o Princess Pier, um lugar lindo para ver o por do sol, e depois fomos tomar um gold latte em uma cafeteria.

palanques de madeira na água
Princess Pier, em Port Melbourne
por do sol no porto
Por do sol lindo pra encerrar um dia lindo <3

A coisa que mais as pessoas fazem em Melbourne é ir em cafés. Como eu odeio café, mas sou doida por chai latte e gold latte, fiquei louca de feliz em ir experimentar essas bebidas em vários lugares diferentes. Para fechar a noite, eu o David e a Ella tivemos uma noite de queijos e vinhos com filme. Foi muito bom 🙂

05/05, sexta-feira:

De manhã fomos conhecer o Queen Victoria Market, uma feirinha gigante e com muitos produtos diferentes. A sessão de frutas e verduras tinha várias opções e até comemos um caqui em uma das barraquinhas! (Não é comum achar caqui na Austrália). Passamos umas 3 horas nessa feirinha e depois fomos caminhando até a biblioteca pública, porque queríamos conhecer o prédio da biblioteca.

barraca de frutas
Feirinha Queen Victoria Markets

Depois voltamos para casa e descansamos porque a noite prometia ser longa e divertida! Fomos fazer a coisa mais chique e hipster que eu poderia imaginar fazer em Melbourne em uma sexta à noite: fomos assistir uma banda que estava tocando em um museu onde estava tendo uma exposição de Van Gogh! No fim a banda não foi a melhor e nós esperávamos um pouco mais da exposição, mas a experiência foi bem legal! De lá ainda saímos para caminhar por Melbourne à noite e conhecer alguns bares da cidade. Fazia muuuuuuuuito tempo que não saíamos à noite e foi muito divertido 🙂

Continue lendo: semana 10 – Great Ocean Road

Gastos da semana:

Comidas, bebidas, restaurantes, cafés e felicidade: AUD$93.30
Combustível: AUD$67.32
Estacionamento: AUD$16.40
Van Gogh com banda no museu: AUD$70.00
Mercado: AUD$47.38
Aula de yoga: AUD$15.00
Lavanderia: AUD$10.00
Fotos impressas para o nosso álbum: AUD$8.82
Óleo de Tea Tree e hidratante labial: AUD$19.44
Cartão postal: AUD$2.00
Souvenir do museu: AUD$10.00
Cachecol de lã: AUD$5.00
TOTAL: AUD$346.66
Gasto abaixo do que gastávamos quando estávamos morando em Gold Coast: AUD$53.34

Por onde passamos no mapa:

 

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Semana 08: de Hobart a Devonport

carro coberto de neve

Na segunda e última semana na Tasmânia, fizemos a parte Oeste do círculo da Tasmânia, que é totalmente o oposto da parte Leste! O cenário mudou completamente, com chuva, neblina e até neve! As temperaturas caíram pra -2 e nós vimos alguns dos lugares mais lindos da viagem até agora!

22/04, sábado:

Saímos cedo rumo a Hobart, a capital da Tasmânia! Nos planejamos para chegar lá num sábado, porque é o dia que acontece o Salamanca Markets. Essa é uma grande (grande mesmo) feirinha de comidas, bebidas, artesanatos… tudo feito por produtores locais. Levamos pelo menos umas 3 horas para ver tudo! Foi bem legal, principalmente pelas bandas e artistas locais que fazem apresentações na rua mesmo.

artistas tocando música na rua
Artistas tocando no Salamanca Markets, em Hobart, Tasmânia

A minha parte preferida foi quando conhecemos a barraquinha do James M., um cara que viajou de Hobart a Londres apenas pedindo carona! Ele estava lá vendendo o livro dele e nós compramos uma cópia, com direito a dedicatória do autor e tudo 🙂 O David ja estava cansado e ainda malzinho por causa da gripe, então resolvemos encerrar o passeio do dia e procurar um lugar onde já iríamos passar a noite. O problema é que Hobart, apesar de pequena, é como qualquer outra capital: não tem lugar pra se passar a noite com uma van.

Teríamos que ir para outra cidade, mas ja era hora do almoço e estávamos famintos! A maioria das vezes que estamos comendo fora é quando não nos programamos com relação à onde parar pra fazer almoço e nesse dia não foi diferente. Estávamos loucos de fome, no meio da cidade e a pelo menos 1 hora de carro de qualquer camping então acabamos cedendo de novo: procuramos um lugar pra comer. Mas achamos um restaurante indiano maravilhoso e super barato (eles quase sempre são muito baratos aqui) e por apenas $9.90 por pessoa comemos um belo de um banquete. Depois de comer caminhamos um pouco pelas ruas do centro e ficamos encantados com o charme da cidade, principalmente com tantas árvores amarelas do outono!

restaurante indiano colorido
Restaurante indiano em Hobart, Tasmânia

De lá pegamos a estrada para o único lugar que encontramos pra dormir, o estacionamento de um hotel na cidade de Kettering. Já era fim de tarde e 5 minutos depois de termos estacionado, uma mulher do hotel veio nos dizer que não poderíamos ficar porque não somos self contained (carros que não tem chuveiro e nem banheiro) e eles não oferecem essa estrutura lá. Nós tentamos explicar que não iríamos usar a estrutura deles porque já tínhamos tomado banho e ido ao banheiro e realmente só precisávamos de um lugar para passar a noite, mas ela não quis nos ouvir. Chateados, tivemos que pegar a estrada à noite, coisa que evitamos ao máximo fazer, e dirigir por mais meia hora até um camping que encontramos através do WikiCamps algumas cidades pra frente, em um lugar chamado Three Huts Pt, na cidade de Gordon.

23/04, domingo:

O dia amanheceu frio e chuvoso. Aquele típico domingo que pede um dia inteiro em casa. E foi o que fizemos. O plano era ir pra Bruny Island, mas estávamos um pouco indispostos e preferimos passar o dia descansando. E vou te contar, o dia foi maravilhoso! Eu não sai de baixo das cobertas e aproveitei o dia para escrever no blog, meditar, ler um livro e até fizemos um bolo!

campo e lago em um dia nublado
Camping na cidade de Gordon, Tasmânia

24/04, segunda-feira:

Agora sim o bicho pegou pro meu lado. Acordei muito mal e quase sem voz. Agora que o David estava se sentindo melhor, foi a minha vez de ficar doente. Passei a manhã toda na cama e a única coisa que nos fez sair do camping era que no dia seguinte seria Anzac Day, um feriado onde tudo é fechado, e nós precisávamos ir no mercado e tomar banho. Dirigimos de volta até Hobart, onde tinha um chuveiro quente gratuito e reabastecemos o nosso estoque de comida. De lá dirigimos para New Norfolk, a próxima cidade com lugar permitido para acampar, dessa vez indo em direção Norte.

25/04, terça-feira:

Passei a manhã toda na cama de novo. Tínhamos que continuar a viagem e eu queria ver um lugar bonito, então seguimos para o Mt. Field National Park, não muito longe dali. E que lugar incrível! A entrega do parque estava cheia de árvores com folhas douradas do outono, coisa mais linda.

menina com árvores de outono
Entrada do Mt. Field National Park
homem deitado em folhas de outono
Meu gatinho no tapete de folhas de outono

Fizemos uma pequena caminhada de 20 min até Russell Falls, uma das cachoeiras mais famosas do parque. Lá tem várias trilhas, mas eu estava sem condição nenhuma de continuar andando. Então continuamos o passeio de carro, subindo uma estrada que dava no topo de uma montanha. O cenário era lindo e lá estava pelo menos uns 4 graus mais frio que na base da montanha! Voltando, pegamos a estrada até Elendale, onde passamos a noite em um campo com uma vista maravilhosa.

cachoeiras na tasmania
Russell Falls, no Mt. Field National Park
campervan em um cenário de campo e lago
Lugar onde dormimos em Elendale

26/04, quarta-feira:

Logo cedo fomos para Hamilton tomar banho. Lá achamos um chuveiro quente por $1 por mais ou menos 5 minutos de banho. Abastecemos o carro com água e dirigimos para a próxima cidadezinha, a última cidade com mercado de todo o percurso que faríamos do lado oeste. Compramos tudo o que precisaríamos para os próximos 4 dias e dirigimos até o Lake St. Clair.  Esse é um dos lugares que eu mais queria ver na Tasmânia, é um lago muito bonito com umas montanhas ao fundo. Nossa ideia era fazer uma pequena trilha de 1 hora por ali. Porém, quando estávamos prestes a começar, começou a chover. Mas pera, essa chuva ta estranha. Ei, isso não é chuva, é neve!!! Sim, começou a nevar bem na nossa frente, em pleno outono!!! Foi um dos momentos mais mágicos de toda a viagem pela Tasmânia, nós ficamos vendo aqueles floquinhos caindo do céu como duas crianças felizes.

homem na neve na tasmania
Feliz que nem criança na neve, em Lake St. Clair

Nessas condições não daria mais pra fazer a trilha, nevou a tarde toda e nós fomos para o lugar onde iríamos passar a noite mais fria da viagem! Para aquecer, eu preparei um leite dourado para nós, mas aconteceu um infortúnio. Eu tive a péssima ideia de esquentar o leite na nossa chaleira elétrica e isso fez com que a nossa chaleira queimasse 🙁 Fiquei muito triste, agora não temos mais chaleira pra preparar os nossos chás. Nos preparamos para a noite fria que estava por vir pegando várias roupas do armário e colocamos do lado das janelas para tentar fazer um tipo de “barreira” para não entrar friagem na van e até que funcionou, apesar de ainda estar 0 graus lá fora, não passamos frio à noite 🙂

carro coberto de neve
Nossa vanzinha cheia de neve

27/04, quinta-feira:

Agora que a neve já tinha passado, voltamos ao Lake St. Clair para fazer a caminhada. Apesar do frio tinha um pouco de sol e a caminhada foi curtinha, mas linda. De lá pegamos uma longa estrada até o parque nacional de Cradle Mountain. Foi uma viagem de mais de 3 horas e pegamos uma das estradas mais lindas da Tasmânia, passando pelas rodovias sinuosas perto de Queenstown com as lindas paisagens das montanhas.

lago com pedras e montanhas
Lake St. Clair, no Oeste da Tasmânia

 

campervan em uma rodovia com montanhas
Na linda estrada para Cradle Mountain

O frio e a garoa deram um charme a mais pra todo o cenário e foi exatamente como eu imaginei que seria o Oeste da Tasmânia. Chegando perto de Cradle Mountain estava uma baita neblina e não conseguíamos enxergar muita coisa à nossa frente. Estávamos planejando ver as montanhas no dia seguinte e cruzamos os nossos dedos para que o tempo melhorasse um pouquinho, caso contrário não iríamos conseguir ver nada no parque.

menina olhando de um mirante
Um dos mirantes na estrada perto de Queenstown

Fomos para o lugar onde iríamos passar a noite, um lugar quase na frente da entrada do parque e essa noite foi ainda mais fria que a noite anterior, com sensação térmica de -2 graus! Essa foi a noite mais gelada de toda a viagem.

campo cheio de musgo
O lugar que dormimos perto de Cradle Mountain

28/04, sexta-feira:

Quando acordamos ainda tinha muita neblina, mas mesmo assim fomos para o parque. Lá tem muitas opções de trilha, inclusive a famosa Overland Track que começa em Cradle Mountain e termina em Lake St. Clair e dura 7 dias! Além dessa existem várias outras trilhas mais curtas, incluindo uma em volta do Lake Dove que tem duração de 3 horas. Nós resolvemos fazer essa, mas não inteira porque os pontos que mais queríamos ver estavam logo no começo da trilha. Quando chegamos as montanhas ainda estavam bem cobertas pela neblina, mas mesmo assim estava lindo demais!

casal na frente de um lago
Quando você pede pra um estranho tirar uma foto sua e ele não mostra nada da paisagem 🙁

Quando estávamos quase indo embora o sol começou a aparecer e nós pudemos ver um pouco mais de toda a paisagem, mas mesmo assim não conseguimos ver a Cradle Mountain em si. Mas fomos embora felizes, apesar do tempo não estar totalmente aberto foi lindo demais! Esse era o último ponto que passaríamos na nossa viagem pelo Círculo da Tasmânia, então saindo de lá já pegamos a estrada de volta a Devonport.

casinha de madeira em um lago
Lake Dove, em Cradle Mountain National Park

Ainda tínhamos bastante tempo durante a tarde, por isso passamos pela cidade de Penguin, que é muito charmosinha e tem várias estátuas de pinguins por todo lado. Chegando em Devonport a primeira coisa que fomos fazer foi ir direto tomar um banho, no único chuveiro quente público que achamos em toda a viagem pela Tasmânia.

campervan e pinguim gigante vestido de soldado
cidade de Penguin, e o pinguim gigante vestido para o Anzac Day

Não tínhamos conseguido encontrar chuveiros desde Hamilton e tenho que confessar que chegamos em Devonport parecendo dois mendigos hahaha Foi maravilhoso poder tomar banho e lavar o cabelo e isso aumentou uns 80% o meu nível de felicidade hahaha De lá fomos ir lavar nossas roupas e enquanto esperávamos elas ficarem prontas, recebemos uma ótima notícia: o último trabalho que o David tinha feito para a escola tinha sido aprovado e isso significa que ele finalmente terminou o curso de Management and Leadership! Foram sofridos meses de horas e mais horas fazendo assesments e estávamos esperando pelo fim do curso a muito tempo e agora isso tinha que ser comemorado! Compramos pizzas e cervejas e fomos fazer um picnic no parque em frente a praia. Com mais um céu estrelado, exatamente do mesmo jeito que começou, estávamos comemorando não só o fim do curso do David, mas também o fim da nossa viagem pela Tasmânia. Foi perfeito.

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Gastos da semana:

Combustível: AUD$127.07
Estacionamento: AUD$1.80
Mercado: AUD$69.62
Cartões postais e correio: AUD$12.80
Lavanderia: AUD$10.00
Camping em Gordon: AUD$10.00
Livro no Salamanca Markets: AUD$30.00
Almoço no restaurante indiano: AUD$22.30
Pizza e bebidas para o picnic em Devonport: AUD$32.50
Banho: AUD$2.00
Utensílios de cozinha: AUD$8.00
Imã da Austrália comprado no Salamanca Markets: AUD$8.50
TOTAL: AUD$334.59
Gasto abaixo do que gastávamos quando estávamos morando em Gold Coast: AUD$65.41

Por onde passamos no mapa:

 

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Semana 07: de Melbourne a Eaglehawk Neck

homem comendo morango na fazenda

Chegamos na Tasmânia! A nossa primeira semana nessa ilha incrível teve um pouco de tudo, desde a praia mais linda que já vimos na vida, a Bay of Fires, até algumas montanhas e pequenas trilhas em parques nacionais. Tivemos até convidados especiais para o jantar! Um casal de wallabies e seu filhote, que atraídos pelo cheiro do jantar vieram cheios de curiosidade ver o que estávamos fazendo.

15/04, sábado:

Passamos a manhã toda no Skype. Queríamos falar com o pai do David e meus pais antes de ir pra Tasmânia, já que já sabemos que não vamos ter muita internet por lá.  Depois fomos comprar mais um hd (já não temos mais espaço pra nada!) e ir no mercado comprar lanchinhos para a nossa viagem pra Tasmânia. De lá fomos para o lugar onde seria o evento da Amma, onde ficamos até meia noite! Por sorte eles vendiam um jantar vegetariano delicioso lá e pudemos comer antes de voltar para South Melbourne, onde iríamos dormir na frente da casa da Ela de novo.

16/04, domingo:

Chegou o grande dia de ir para a Tasmânia! Acordamos cedo e bêbados de sono por ter ido dormir tão tarde na noite anterior, mas estávamos super animados pra ir pegar a balsa. Chegamos no porto, mandamos o nosso carro e subimos no navio para pegar bons lugares. O navio nada tem a ver com a imagem de balsa que eu tinha na minha cabeça, que tava mais pra aquela jangada gigante que vai pra Guaratuba hahaha. É um naviozão mesmo, bem chique até, que tem restaurante, bar e até um cinema dentro! Você também pode pegar cabines privadas, mas nós pegamos a passagem mais barata, que não tinha nenhum lugar específico, mas nós pegamos um lugar muito bom do lado da janela e com uma mesa onde pudemos ligar os computadores e trabalhar no que tínhamos que fazer.

navio em alto mar
Spirit of Tasmania, o ferry que pegamos

Nos primeiros 10 minutos eu tava mega empolgada, mas depois comecei a ficar tonta, com dor de cabeça e querendo sair do barco o mais rápido possível! Eu não cheguei a ficar enjoada, mas fiquei meio mal. E assim foi durante 9 horas, quando chegamos em Devonport no fim de tarde mais lindo da vida. Passamos no mercado para comprar uns chocolates de Páscoa e fomos para o lugar que iríamos dormir, perto do porto.

Por do sol na Tasmania
Por do sol chegando em Devonport, Tasmania

A Tasmânia nos recebeu com um belo céu estrelado, o mais estrelado que eu já vi. O mais estrelado que eu já tinha visto até então foi na trilha inca, quando fomos para Machu Picchu. Mas isso era surreal! Nós já tínhamos ouvido falar que a Tasmânia tem um céu mega estrelado, mas é muito mais lindo do que eu imaginava. Logo na primeira noite já conseguimos ver a via láctea a olho nu!

17/04, segunda-feira:

Perto de onde dormimos tinha um dos poucos chuveiros públicos com água quente da Tasmânia. Lá tomamos um belo de um banho delicioso, só que o chuveiro era cronometrado em apenas 2 minutos, depois tinha que esperar 1 minuto para ligar de novo. Eu me senti numa espécie de gincana do Gugu, tendo que tomar um banho mega rápido com o cronômetro rodando! Eu não consegui terminar a tempo, mas em 4 minutos deu certo hahaha. Iríamos lavar roupa em Devonport mesmo, antes de pegar a estrada, mas as duas únicas lavanderias da cidade não tinham máquina pra trocar moedas (todas as lavanderias aqui funcionam com moedas), então tivemos que ir até Launceston, a segunda maior cidade da Tasmânia.

prédio com céu azul
Launceston, a segunda maior cidade da Tasmânia

A estrada pra lá já foi linda, e chegando lá encontramos uma cidade antiguinha e charmosa. Lá fomos lavar roupas e depois fazer o percurso do Tamar Valley, uma espécie de rota do vinho. Essa é uma região cheia de vinícolas, mas antes de escolher uma delas pra ir provar vinho fomos em uma pequena vila suíça. Esse lugar tem casinhas bonitinhas no estilo suiço, mas pra falar a verdade foi um pouco decepcionante porque não tinha muito o que fazer lá.

vila suiça prédios típicos
Grindelwald, a vila suiça na Tâsmania

O caminho para lá foi de tirar o fôlego, com lindas árvores de outono amarelas e vermelhas, mas a vila em si foi bem meia boca. Seguimos nosso caminho entre as vinícolas e entre tantas opções iríamos escolher apenas uma para parar. Escolhemos uma bem bonita, na frente de um lago, com as plantações na frente de um casarão, parecia cenário da novela Terra Nostra hahaha chegando lá descobrimos que a degustação custava $5 por pessoa se não comprássemos nada. Até ai tudo bem, mas o problema é que quem nos atendeu, a dona da vinícola, era uma velha bem rabugenta que nos atendeu com a pior má vontade da vida e estava com uma cara de quem estava odiando que estivéssemos ali. O que era pra ser uma experiência bacana acabou virando uma situação chata que só queríamos que acabasse logo para darmos o fora dali.

vinicola com casarão ao fundo
Vinícola que paramos no Tamar Valley, na Tasmânia

Ok, não estávamos tendo muita sorte nessa nossa rota gastronômica pelo Tamar Valley. Vamos para a nossa última parada e torcer para ser melhor. Dirigimos até Hillwood, onde tem uma fazenda de morangos e framboesas (foto da capa). Lá ganhamos um potinho e nós mesmos fomos até a plantação colher nossas frutas! Foi muuuuito legal, o lugar era bem bonito e as frutas estavam muito doces. No final pagamos pelo kg do que pegamos (muito mais barato que no mercado), e fomos embora felizes. Nessa noite dormimos em um camping gratuito em Lilydale, um parque super bonito com uma cachoeira que iríamos ver no dia seguinte 🙂

18/04, terça-feira:

A manhã estava mega gelada e a pequena caminhada até a cachoeira foi perfeita pra nos aquecer. Nossa primeira parada do dia foi Bridestowe, a fazenda de lavandas. Eu queria muito conhecer esse lugar, mas fui com a expectativa baixa porque sabia que não é época de as lavandas estarem floridas. A fazenda é enorme e deve ser muito lindo no verão, que é quando o campo esta inteiro lilás. Lá eles tem uma lojinha e um café e eu queria experimentar alguma coisa de lavanda. Na verdade eu fui querendo tomar o sorvete de lavanda, mas tava muito frio então acabei pedindo um bolo de chocolate com lavanda e um lavender latte, imaginando algum tipo de chá delicioso feito com lavanda. Quando chegou, descobri que era café! Que decepção! Eu odeio café, mas agora que já tinha pedido teria que tomar tudo. E o pior é que não tinha nem uma lembrança de gosto ou cheiro de lavanda! O bolo também de lavanda não tinha nada, mas chocolate é chocolate e estava gostoso mesmo assim.

fazenda de lavandas com céu azul
Bridestowe, a fazenda de lavanda na Tasmânia. Imagina que lindo quando esta na época e o campo todo esta roxo?

De lá fomos para uma cidade chamada Legerwood ver umas esculturas que foram feitas em troncos de árvores em homenagem aos soldados anzac e depois fomos para Little Blue Lake, que foi a melhor parte do dia! Esse lago era absolutamente azul e muito lindo! É um local não tão conhecido na região e por isso não estava cheio de turistas, o que foi ótimo!

esculturas de madeiras em troncos de arvore em legerwood
Esculturas nos troncos das árvores em homenagem aos soldados

 

menina na frente de um lago azul
Little Blue Lake, o lago mais bonito que vimos na Tasmânia

Ficamos algumas boas horas lá e fomos dormir na cidade de Gladstone, em um lugar que parecia um centro comunitário. Lá fizemos a nossa janta com um por do sol maravilhoso! Enquanto o David fazia a nossa sopa eu fiz bolinhos de chuva, mas isso foi uma ideia muito errada! Mesmo fazendo fora do carro pra não ficar com cheiro de fritura, a massa fez uma bagunça e sujamos quase todos os utensílios de cozinha que temos! Hahaha mas valeu a pena pra matar a vontade 🙂

19/04, quarta-feira:

Hoje, enquanto eu fazia o café da manhã, aconteceu um acidente. O lugar onde paramos a van era levemente inclinado, não tão inclinado a ponto de nos incomodar, mas o suficiente para fazer a nossa garrafa de 2L de leite cair da bancada e lavar todo o chão da van. Sugar todo o leite com uma toalha e lavar essa toalha na água gelada foi uma maneira bem desanimadora de começar o dia. Mas o nosso dia prometia lugares bonitos, então seguimos em frente. Nosso destino: a costa leste. Iríamos pela primeira vez ver o mar na Tasmânia, mais especificamente a Bay of Fires, um lugar lindíssimo.

praia com mar azul e pedras laranja
Bay of Fires tem esse nome por causa do tom alaranjado nas pedras, lembrando fogo

Mas antes de ir para a praia encontramos um lugar para tomar um banho quente de 4 minutos por $2. Foi a primeira vez que tomamos banho em um chuveiro operado por moedas. Depois de passear por Bay of Fires procuramos o melhor lugar pra estacionar e passar o resto do dia.

oceano azul turquesa na tasmania austrália
A cor inacreditável do mar em Bay of Fires, Tasmânia

Ficamos lá curtindo o lugar e à noite, enquanto jantávamos recebemos a visita de um casal de wallabies e seu filhote, que estava na bolsa da mamãe wallaby. Acho que eles foram atraídos pelo cheiro da nossa sopa e ficaram por ali nos rodeando, sem medo nenhum e bem curiosos até. Depois da janta estávamos tão admirados pelo céu que o David foi se aventurar em fazer uma foto do céu mostrando a via láctea. E ele conseguiu! A beleza desse céu estrelado é muito impressionante.

céu estrelado via láctea
Via láctea vista a olho nu na Tasmânia

20/04, quinta-feira:

Hoje pegamos a estrada para Freycinet National Park, um parque lindo ainda na costa leste. Eu tinha planejado fazer uma trilha de 11km nesse parque, mas sinceramente eu não sei onde eu estava com a cabeça quando inclui isso no nosso roteiro. Quando chegamos no parque eu me dei conta de quão longa era essa trilha e percebemos que seria uma furada antes de começar, ainda bem. Nós não estamos nem um pouco preparados pra uma trilha dessas, nem fisicamente e nem psicologicamente, então fizemos a trilha menor de apenas 3km, mas que ja foi um tanto quanto puxada. Depois de subir toda a montanha, chegamos em um mirante com vista para a Wineglass Bay, uma praia muito bonita.

menina olhando para o mar do alto de uma montanha
A vista de Wineglass Bay

Voltando de lá ainda tínhamos um tempo livre, então fomos até o farol, que tem uma pequena passarela com a vista mais linda das montanhas! Ficamos um tempo lá admirando essa grandiosidade da natureza antes de ir para Coles Bay, onde eu tinha visto que tinha chuveiros quentes. Porém, quando chegamos lá vimos que o chuveiro era apenas pra quem estava no camping, que naquele dia ja estava lotado. Então era isso, não teríamos banho naquele dia e isso me deixou meio de mau humor. Mas pelo menos a ida até lá nos rendeu uma visita a a linda praia de Coles Bay. Nesse dia dormimos em um lugar chamado River and Rocks Campground.

praia com montanhas ao fundo
A linda praia de Coles Bay

21/04, sexta-feira:

Nesse dia pegamos a estrada para um lugar chamado Eaglehawk Neck, continuando em direção Sul. Fomos visitar o Tasman’s Arch e o Devil’s Kitchen Lookout, dois lugares muitos bonitos na região. Apesar da beleza do lugar, estávamos meio impacientes pra ir embora porque estávamos nos sentindo cansados e com os primeiros sintomas de resfriado. Então pegamos um camping na cidade de Murdunna, um lugar lindinho chamado Sunset Beach Holiday Spot. Lá tomamos o melhor banho da vida (quando não se tem muitas opções de onde tomar banho você começa a dar um baita valor pra qualquer banheiro limpinho, com chuveiro quente e pressurizado <3).

arco feito em pedra com o mar ao fundo
Tasman Arch, no sul da Tasmânia

Nosso vizinho de camping tinha pescado e assado uns carangueijos e veio nos dar alguns de presente, o que foi super legal da parte dele. Nós nunca tínhamos comido carangueijo antes e eu não quis me aventurar, mas o David experimentou e gostou. Nós passamos o resto da tarde dentro da nossa toquinha, só olhando para o por do sol através da janela e pegamos no sono logo que escureceu.

Continue lendo: semana 08 – Hobart a Devonport (Tasmânia)

Gastos da semana:

Mercado: AUD$96.02
Combustível: AUD$ 167.41
HD novo: AUD$99.00
Camping pago: AUD$15.00
Lavanderia: AUD$10.00
Ticket obrigatório para entrada para os parques nacionais: AUD$60.00 (válido por 2 meses)
Morangos e amoras colhidos na fazenda + queijo gouda: AUD$8.20
Café de lavanda, jantar na Amma e degustação de vinho: AUD$43.00
Meias novas para o frio: AUD$9.00
Banho: AUD$4.00
TOTAL: AUD$ 511.63

Gasto acima do que gastávamos quando estávamos parados em Gold Coast: AUD$111.63

Por onde passamos no mapa:

 

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