Buenos Aires 2º dia: Parque 3 de Febrero e Cemitério da Recoleta

Acordamos cedo e fomos para Palermo. Conhecemos o jardim botânico, o rosedal e o jardim japonês. O jardim botânico é bem bonito e cheio de gatos. Eles estão por toda parte, nós demos um pouco de carinho e eles nos acompanharam pelo resto do passeio.

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O rosedal estava sem nenhuma rosa, o que foi bastante decepcionante. Escolhemos a época errada para ir visitá-lo, infelizmente. O jardim japonês é incrivelmente bonito, e estava cheio de cerejeiras floridas. Todos esses parques, e vários outros, incluindo grandes praças, fazem parte de uma grande área verde no Palermo chamada de parque 3 de Febrero. Assim que chegamos lá uma das primeiras coisas que vimos foram vários cachorros amarrados à árvores. Uma grande praça gramada, com uns 100 cachorros presos. Muitos deles estavam latindo, chorando e tentando fugir. Os donos deixam seus cachorros presos lá, amarrados em qualquer poste, para buscá-los no fim do dia. Ficamos com muita dó deles.

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O 3 de Febrero também inclui o planetário Galileo Galilei, mas quando fomos visitá-lo demos de cara com uma placa dizendo que estava fechado para reforma. Então comemos uma hamburguesa de rua e seguimos nosso caminho até o MALBA. O museu é enorme, lindo e possui um acervo bastante completo principalmente em artes plásticas.

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Saímos do museu ainda cedo e resolvemos ir andando até a Recoleta. No meio do caminho percebi que tinha perdido nosso mapa. (Nota do David: terceira coisa que ela perdeu na viagem, depois disso eu não deixei mais ela carregar coisas importantes).

Nosso plano ia por água a baixo, sem um mapa seria impossível ir até a Recoleta. Paramos numa banquinha pra tentar comprar um novo, mas era muito caro e não queríamos gastar tanto dinheiro em um mapa. Quando estavamos saindo da banquinha, o moço gentilmente nos chamou de volta e deu o mapa dele. Seremos eternamente agradecidos por ele ter salvo o resto do nosso passeio.

Então seguimos o nosso caminho até a Floralis Genérica. É uma grande flor, feita de aço e alumínio, que abre suas pétalas no começo do dia e vai fechando a medida que vai anoitecendo. Chegamos no fim da tarde e ficamos fotografando por ali e nada da flor fechar, então fomos para o Cemitério da Recoleta. O cemitério é bonito e muito bem cuidado. É lá que esta o túmulo da Evita Perón. Estávamos um pouco cansados e demos uma voltinha rápida, sem forças pra procurar o túmulo dela. O plano era voltar lá no sábado de manhã com mais tempo para procurar, mas acabamos não indo, infelizmente.

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Perto do cemitério esta o Buenos Aires Design. Nada além de um pequeno shopping, com lojas moderninhas, muita coisa legal pra comprar, tudo muito caro. É onde esta também o Hard Rock Café. Fomos lá para conhecer, mas também nada de mais. O ambiente é bem bonito, mas a comida la também é cara, e boatos que não é muito boa.

Então resolvemos voltar andando para o hostel. O caminho não parecia ser assim tão longo, mas chegando no centro não aguentávamos mais de cansaço e dor nas pernas.

Nos dias que estávamos na Argentina estava rolando a Copa América e nesse dia ia ter jogo do Brasil. Nenhum de nós é muito chegado a futebol, mas como toda a cidade estava nesse clima resolvemos sair pra ver o jogo em um bar com o Daniel. O lugar se chama The Templo Bar e estava cheio de brasileiros.

Ficamos lá assistindo o jogo, tomando uma cerveja e comendo batatas rusticas. Logo após acabar o jogo voltamos para o hostel e ficamos lá bebendo a jogando cartas com mais um pessoal que conhecemos. Era gente de todo o lugar do mundo, foi muito divertido.

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Gasto total do dia para duas pessoas em pesos argentinos (R$1,00 = $2,00 pesos):

Metro: $2,20
Jardim Japonês: $16,00
Almoço hamburguesas: $36,00
Entrada MALBA: $20,00
Coca-cola e alfajor: $10,00
Bar: $110,00
Total: $194,2o

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Buenos Aires 1º dia: Passeio por Carminito

Nosso primeiro dia em Buenos Aires, o que tínhamos planejado era conhecer alguns lugares ali pelo centro mesmo. Acordamos cedo e decemos pra tomar café da manhã. Nos empanturramos de pãezinhos com dulce de leche. Aí uma moça do hostel veio nos convidar pra um passeio que o pessoal ia fazer pela Boca e San Telmo, com uma guia do próprio hostel, e resolvemos ir junto.

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Almoçamos em uma pizzaria em frente ao hostel e voltamos para o quarto para dar uma descansadinha rápida, mas já estávamos tão exaustos dos dias que andamos Montevideo que acabamos dormindo a tarde inteira. À noite, quem encontramos no mesmo hostel que nós? Daniel, o mexicano. Uma grande coincidência estarmos no mesmo hostel em Montevideo e BsAs. Eu e o David estávamos saindo para conhecer uma galeria de arte ali no centro mesmo, e o Daniel foi junto. Depois de ver a exposição, fomos jantar em um restaurante na Galerías Pacífico, um shopping que fica na Calle Florida.

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Gasto total do dia para duas pessoas em pesos argentinos (R$1,00 = $2,00 pesos):
Alfajor: $5,00
Ônibus: $2,50
Ônibus: $2,50
Almoço: $65,00
Coca-cola: $6,00
3 pepsis no hostel: $15,00
Jantar: $45,00
Total: 141,00

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Colonia del Sacramento e a chegada em Buenos Aires

Acordamos atrasados. Olhamos no relógio e tínhamos que estar em Três Cruces em 20 minutos para pegar o ônibus. O David foi correndo ligar pra um táxi enquanto eu enfiava o resto das nossas coisas nas mochilas. Ainda bem que já tínhamos deixado tudo meio que arrumado no dia anterior. Foi só o tempo de trocar de roupa e o táxi chegou.

Chegamos em Três Cruces e pegamos o ônibus para Colonia Del Sacramento. Chegamos lá por volta de 9h. Deixamos nossas mochilas nos armários do terminal e fomos conhecer a cidade. Saindo do terminal fomos recepcionados pelos vira-latas nativos. Era uma gangue canina cujo único objetivo de vida era correr atrás dos carros que passavam na rua e tentar morder seus pneus. Fizemos amizade com eles, tiramos fotos e eles nos acompanharam até o centro de Colônia.

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Lá pegamos um mapa no centro de informações turísticas e sentamos em uma praça pra comer nossas bolachas maisena com dulce de leche. Fomos para o centro histórico, que é um lugar pequeno e charmoso. Em Colonia da pra alugar um tipo de mini carro pra passear pela cidade, mas achamos que conhecer tudo andando, apesar de mais cansativo, é muito mais proveitoso.

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Aí compramos um ticket que permite visitar 7 museus por 50 pesos. Conhecemos alguns de manhã e fomos almoçar em um restaurante próximo ao farol. Depois fomos visitar os outros museus e lá pelas 16h já tínhamos visto tudo.

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Então paramos em um barzinho pra tomar uma cerveja e esperar até a hora de pegar a nossa barca. Voltamos para pegar nossas mochilas e fomos para o terminal do Buque Bus. Eu estava muito agitada e ansiosa pra chegar em Buenos Aires, não conseguia parar sentada, então convenci o David a dar uma volta e conhecer todo o barco.

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No duty free compramos bebidas importadas a precinho de banana e fomos para a parte externa ver o mar. Era noite, então não conseguimos ver muita coisa, mas dizem que a travessia Colonia/BsAs é muito bonita.

3 horas depois chegamos em Buenos Aires. Ver todos aqueles prédios altos e modernos de Puerto Madero, a cidade toda iluminada me deixou muito emocionada e meus olhinhos se encheram de lágrimas. Desembarcamos no terminal lindíssimo do Buque Bus.

Estávamos super cansados e sem forças para procurar um ônibus, então pegamos o primeiro taxi que encontramos. Pagamos 48 pesos para chegar ao hostel e mais tarde descobrimos que o mesmo trajeto valia 17 pesos. Lição numero 1 do dia: não pegar o primeiro taxi que encontrar na frente, principalmente em terminais e aeroportos.

A cada rua que o taxista virava eu ficava mais deslumbrada com todas aquelas luzes, letreiros brilhantes e prédios altos. Eu tava com vontade de chorar de tanta felicidade por estar ali.

Chegamos no hostel e tivemos que pagar logo na entrada todas as nossas diárias. Estranhamos o valor, pois era bem mais alto do que esperávamos. Fomos confirmar nossas reservas e a moça estava nos cobrando o valor da diária atual. Porém fizemos a reserva com 2 meses de antecedência para pagar mais barato, e ai ela nos deu o desconto. Lição numero 2 do dia: ficar espertos no que estão nos cobrando e confirmar os valores que foram combinados.

O hostel que escolhemos se chama Obelisco e é um dos mais baratos que encontramos. Ficava em um prédio antigo, bem próximo à 9 de Julio. O lugar é muito charmoso e todo aquecido. O nosso quarto era muito espaçoso, digno de um hotel 4 estrelas.

Depois de arrumar nossas coisas saímos pra dar uma volta por ali e procurar um lugar pra comer.

Já estava tudo fechado e encontramos uma lanchonete que ainda estava aberta. Entramos e pedimos empanadas, quando o pessoal começou a fechar a porta e erguer as cadeiras pra ir embora. Os garçons olhavam feio pra gente, fazendo pressão pra irmos embora logo. Começamos a nos sentir mal e comemos rapidinho pra ir embora.

Gasto total do dia para duas pessoas em pesos uruguayos (R$1,00 = $10,30 pesos):
Taxi: $100,00
Lojinha (touca e mini farol): $225,00
Museu: $100,00
Almoço: $710,00
Farol: $30,00
Bandeirinhas para mochila: $140,00
Cerveja e fritas: $200,00
Duty Free: $842,00
Total: $1.545,00

 

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Montevideo 5º dia: Feira de Tristan e Parque Rodó

Domingo, dia de feirinha. No nosso último dia em Montevideo fomos conhecer a tão famosa Feira de Tristan. É enorme sim, mas foi a que menos gostamos. O que mais tinha era frutas, meias e alguns animais. Bem aleatório mesmo. A parte de antiguidades, que era o que mais queríamos ver, era bem pequena e tinha poucas coisas interessantes.

Conseguimos comprar algumas lembrancinhas e comemos um tipo de pastel. Depois desistimos da feira e fomos a um museu bem próximo dali, que fica numa antiga prisão. Foi um dos museus mais legais que visitamos. Cada exposição ficava dentro de uma antiga cela, e toda aquela atmosfera de imaginar os presos ali deixava tudo bem mais interessante.

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Quando estávamos indo embora, o moço da recepção perguntou se queríamos visitar o pátio onde os prisioneiros tomavam sol. Foi legal, de uma maneira um pouco bizarra, imaginar os presos ali tomando sol. O Espacio de Arte Contemporáneo entrou pra lista dos museus preferidos. Aliás, é difícil dizer qual museu nós não gostamos. Os museus de lá, tanto em Montevideo quanto em Buenos Aires, pareciam muito mais completos do que qualquer museu que tenhamos visto por aqui.

Saindo do museu, fomos andando até o Tres Cruces e de lá pegamos um ônibus para o Parque Rodó. É um lugar lindo e muito bem cuidado. Ele é enorme, andamos muito e não vimos o parque todo. Dentro dele tem dois parques de diversões, pedalinhos, feirinha e um museu. É claro que eu queria ir nos brinquedos e no pedalinho, mas era domingo, o parque tava muito cheio e a fila dos brinquedos do tamanho proporcional ao parque.

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Então passamos um tempo ali fotografando, comendo churros e passeando. Até eu perceber que tinha perdido minha blusa de lã preferida. Eu estava tão empolgada querendo fotografar tudo o que via na frente que não vi minha blusa cair no chão. Quando me dei conta disso já era tarde demais. Voltamos para procurá-la mas ela já não estava mais la. Já conformada, fomos comer panchos e beber patrícia na praia em frente ao parque. Dentro do parque tem um fotógrafo de lambe-lambe que por 100 pesos tira uma foto sua e revela na hora!

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Caminhamos pela areia até chegar em um mercadinho, onde compramos algo para comer na manhã seguinte. Compramos bolachas maisena, um pote de dulce de leche, e um tipo de teta de nega. Mais tarde fomos pra rua, soubemos que iria rolar um Candomble. Não sabemos bem como começa, mas as pessoas vão se reunindo no caminho e vão surgindo com tambores e instrumentos rústicos, tocando e cantando em um ritmo bem dançante. É uma enxurrada de gente andando e dançando no meio da rua. Uma coisa parecida com o maracatu brasileiro. Quando a coisa chegou ao fim, voltamos pro hostel e fomos dormir, afinal tínhamos que acordar bem cedo no dia seguinte.

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Gasto total do dia para duas pessoas em pesos uruguayos (R$1,00 = $10,30 pesos):
C-3PO da feirinha: $150,00
Imãs: $200,00
Pastéis: $46,00
Coca-cola: $17,00
Coca-cola: $25,00
Água: $29,00
Ônibus: $36,00
Churros: $40,00
Foto: $100,00
Panchos: $150,00
Mercado (coisas para café da manhã): $248,00
Cerveja: $90,00
Bandeira: $70,00
Total: $1.210,0010

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Montevideo 4º dia: Teatro Solis e o Mercado Del Puerto

Na parte da manhã fomos dar uma volta pelo centro. Conhecemos o mausoléu onde estão as cinzas do general Artigas, que fica na Plaza Independencia. Entramos bem na hora que estava acontecendo a troca de guardas, foi bem legal. Lá dentro é um lugar escuro, com as cinzas e dois guardas cuidando. O David achou que eles fossem bonecos e foi muito perto deles pra tirar fotos, até perceber que um deles se mexeu.

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Depois fomos conhecer o Teatro Solis. Por 20 pesos cada, fizemos uma visita guiada em espanhol. O teatro é lindíssimo por dentro, pena eu não ter entendido muita coisa do que a guia explicou. Mais tarde fomos à uma feira de antiguidades perto do Mercado Del Puerto. Apesar de não ser muito grande, pra mim foi a melhor feira da viagem.

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Almoçamos do Mercado Del Puerto, em outro restaurante que não lembramos o nome. A comida era boa, mas o atendimento foi péssimo. (Nota do David: pedimos uma parrila completa, onde vinha todo tipo de carne, mas a Karen comeu sozinha o único bife de chorizo que tinha e eu não gostei nada disso porque tive que comer só as tripas ruins).

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Percebemos que em alguns lugares fomos mal atendidos por sermos brasileiros. No mercado por exemplo, falávamos português entre nós, o segurança ouvia e já ficava de olho. Bem chato. Felizmente não foi assim em todos os lugares, no geral a maioria das pessoas a quem pedimos informações foi bem atenciosa.

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À noite resolvemos jantar no hostel para economizar e passamos no mercado para comprar cup noodles. Também achamos morangos em calda, nunca tinha visto isso por aqui. Eles vem enlatados, como pêssegos e figos. Compramos uma lata para nossa sobremesa.

Na cozinha do hostel conhecemos gente de todo o mundo que estavam hospedados lá. Entre eles estava o Daniel, um mexicano com quem saímos nos dias seguintes.

O plano da noite era ir em um bar chamado Fun Fun, na Ciudad Vieja. Mas o pessoal do hostel estava indo em uma festa ali perto e nos chamou pra ir junto. Nós fomos e foi bem divertido!

Gasto total do dia para duas pessoas em pesos uruguayos (R$1,00 = $10,30 pesos):
Ônibus: $36,00
Entradas Teatro Solis: $40,0
Mini câmera da feirinha: $100,00
Almoço: $1020,00
Chapéu: $300,00
Museu: $60,00
Sorvete: $130,00
Suco e água: $54,00
Mercado (vodka, macarrão, morangos e acetona): $550,00
2 cervejas: $110,00
Total: $2.400,00

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Montevideo 3º dia: bike, museus e o pôr do sol mais lindo

Reservamos esse dia para conheer a cidade de bike. Pegamos ela às 9h e ficamos pedalando até às 19h. Eu sou um verdadeiro desastre pra andar de bike na cidade. Tenho dificuldade pra atravessar as ruas, desviar dos pedestres e frear quando vem um carro. Algumas vezes preferia descer da bike e ir andando carregando ela, pra evitar ser atropelada. Além de que quando pedalava, estava tão concentrada em não bater em nada ou atropelar alguém que não conseguia olhar para os lados e aproveitar o passeio.

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Claro que o David ficou rindo de mim o tempo todo por conta disso. Fora que as pessoas em Montevideo tem muito medo dos ciclistas. Eles olham assustados, pegam na mão das crianças e desviam, quando na verdade quem tinha mais medo ali era eu.

Nesse dia conhecemos o museu de história da arte, que foi um dos meus preferidos de toda a viagem. Depois paramos para comer o nosso primeiro pancho. Continuamos a pedalar e na metade do dia eu já estava morta, com dor nas pernas e sem ar, e ainda tínhamos que pedalar até a torre da Antel.

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Chegamos lá e ainda faltavam 2 horas para iniciar o tour pela torre. Deixamos a bike no estacionamento e saímos caminhando pelo bairro a procura de alguma coisa para beber. O bairro onde esta a torre da Antel só tem fábricas, então andamos por kilometros até achar algum comércio que vendesse um copinho de água que fosse. Achamos uma pequena mercearia onde só tinha cerveja quente. Era isso ou nada, então compramos e voltamos pra torre.

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A vista lá de cima é incrível, da pra ver toda a cidade. Depois pegamos a bike e fomos dar uma volta pela rambla no por do sol. Lá podíamos andar tranqüilos, pela calçada larga, sem ter que desviar de pessoas, só olhando para o mar. Coisa mais romântica.

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Enfim chegamos no hostel e descansamos, afinal ainda tínhamos uma longa noite pela frente. Fomos à um bar na Ciudad Vieja chamado La Diária. Lá conhecemos várias pessoas e descobrimos que eles bebem vinho que vem em uma embalagem parecida com uma caixa de leite. Foi bem engraçado porque chegamos lá e vimos as pessoas com isso na mão e pensamos “por que as pessoas estão bebendo leite?”. O bar até que é legal, tinha uma bandinha tocando, mas nada de extraordinário.

Gasto total do dia para duas pessoas em pesos uruguayos (R$1,00 = $10,30 pesos):
Aluguel da bike: $300,00
Panchos: $165,00
Cerveja: $70,00
Chiclets: $4,00
Doritos: $35,00
Pizza: $265,00
Vinho: $165,00
Taxi ida e volta: $170,00
Bar: $200,00
Total: $1.374,008

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Montevideo 2º dia: a melhor empanada das nossas vidas e jardim botânico

Acordamos bem cedo e fomos ao aeroporto buscar a minha id. Como fica um pouco longe, acabamos perdendo a manhã toda com isso.

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Voltamos e almoçamos na praça do Tres Cruces, onde experimentamos a tão famosa empanada, que diga-se de passagem, foi a melhor empanada da viagem toda. Infelizmente não lembramos o nome do lugar.

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À tarde fomos ao Jardim Botânico. No caminho, passamos em um posto de gasolina para comprar Médio y Médio, um tipo de espumante bem tradicional por lá. Compramos duas garrafas para comemorar nosso primeiro dia de viagem e fomos passear no Jardim Botânico.

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Na volta pegamos um ônibus que não sabíamos bem onde ia parar, e como o caminho era longo eu acabei dormindo. De repente eu acordei e olhei pela janela e vi o nome da nossa rua em uma plaquinha passando. Descemos correndo e seguimos pela rua. Paramos em um mercadinho para comprar nossos primeiro alfajor e fomos para o hostel. No nosso quarto tinha uma sacadinha muito charmosa e ficamos lá comendo alfajor e ouvindo Phoenix 🙂

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À noite fomos jantar em um restaurante que fica em Pocitos e se chama La Outra. O bife que pedimos era enorme, eu não agüentei comer nem metade dele, mas estava tudo muito gostoso 🙂

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Montevideo 1º dia: o início da nossa primeira viagem internacional

Era uma quarta-feira e nosso vôo era lá pelas 14h e foi a maior correria pra acertar os últimos detalhes da viagem. Meu pai nos levou no aeroporto e lá esperamos ansiosos nosso avião chegar. O David estava preocupado porque tinha que enviar um e-mail para o cliente e o wifi do aeroporto não funcionava, e eu preocupada porque não tive tempo de pintar minhas unhas.

Enfim entramos no avião e a viagem foi consideravelmente rápida. Desembarcamos no aeroporto de Carrasco por volta de 17h. Após passar por toda a parte chata de ficar na fila, apresentar documentos etc, fomos subitamente jogados para o Duty Free. Lá foi onde nossos olhinhos brilharam por todas as coisas legais e baratas e que nunca tínhamos visto antes. Eu parecia uma criança de 10 anos, olhando para todos os lados tentando não perder nenhum detalhe. Mas controlamos nosso bolso e resolvamos fazer as compras do duty free na volta pra casa.

Então pegamos nossas mochilas e fomos no cambio trocar algum dinheiro. Esse foi nosso primeiro contato em portunhol. Foi o David quem falou com eles, porque eu não entendia absolutamente nada. Depois ele me obrigou a pedir informação para o segurança e eu confesso que fiquei bem desesperada! Eu não sabia direito como perguntar e não entendi nem uma palavra do que o cara me falou. Resultado: O David teve que ir lá perguntar pra ele de novo.

Aí fomos pegar o ônibus para o centro de Montevideo. Estava escuro, estávamos perdidos, o motorista foi grosseiro com a gente e todo o nosso dinheiro caiu no chão no ônibus, com uma fila atrás de nós esperando pra entrar, imagina a cena. O motorista nos olhou feio e ainda achamos que ele tinha nos roubado, dando o troco errado. Depois descobrimos que não. No ônibus pedimos mais informação pra duas meninas. O David ficou conversando com elas enquanto eu continuava a não entender nada. Segundo ele, elas falaram pra descer no Três Cruces.

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Conseguimos chegar lá e então pegamos um taxi para o Hostel Palermo. Chegando lá, quem nos recebeu calorosamente foi um cara de cabelo comprido, no maior estilo hippie. Ai ele pediu nossos documentos para fazer nosso cadastro.

Abri minha bolsa pra pegar minha id, e cadê? Procurei em tudo quanto é lugar, em todos os compartimentos inúteis da minha mochila, e aquele frio na barriga surgindo, aquelas lágrimas já aparecendo nos meus olhos e um único pensamento: eu estraguei tudo. Eu tinha perdido minha identidade em menos de 4 horas fora do país!

Já consolados estávamos nos preparando para ir ao consulado no dia seguinte. A noite mal começou e já tinha acabado, estava aquele clima péssimo. Quando de repente o cara da recepção veio bater na nossa porta. Ele gritava feliz, fazendo gestos e balançando um telefone na mão, e eu não entendi nada. Aí o David traduziu: era o pessoal do cambio, que ligou dizendo que eu tinha esquecido minha identidade lá.

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Nunca senti um alívio tão grande. Íamos no dia seguinte buscar minha id e tudo estava resolvido. Então arrumamos nossas coisas no quarto e saímos pra dar uma volta pelo bairro e procurar um lugar pra comer, afinal estávamos famintos. Achamos um barzinho bem perto do hostel, onde tinha pessoas enlouquecidas gritando enquanto assistiam um jogo de futebol. Ficamos por ali mesmo e comemos chivitos e experimentamos a famosa cerveja Patrícia.

Gasto total do dia para duas pessoas em pesos uruguayos (R$1,00 = $10,30 pesos):
Cartão telefônico: $25,00
Ônibus: $62,00
Taxi: $80,00
Jantar: $510,00
Água: $17,00
Total: $694,00

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