Nossa história saiu no Maptia!

Hoje tive uma surpresa muito boa: Nossa história sobre Machu Picchu finalmente foi publicada no blog do Maptia! Com direito a nossa foto na capa e tudo mais (:

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Ps. correção: agora meu instagram é @karen.pok

Eu ainda me sinto um pouco insegura em escrever histórias tão ricas em detalhes em inglês e reviso umas 50 vezes antes de enviar e isso me da um baita frio na barriga! Mesmo assim é muito bom dividir nossa história com o resto do mundo 🙂

O post do blog deles pode ser lido aqui e a nossa história pode ser lida aqui. O próximo tema será “Urban Explorations”, então podem ter certeza de que logo logo sairá um texto sobre Santiago por aqui haha 🙂

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Nosso mapa de Buenos Aires

Já fazia algum tempo que eu queria fazer um mapa ilustrado. No começo eu queria fazer algum desenho sobre os Andes e os lugares que vamos passar na próxima viagem. Mas eu olhava pra folha em branco e nada saía. Não sabia por onde começar.

Então eu li esse post no Maptia e isso clareou minha mente.

Nesse projeto chamado “Hand-Drawn Maps Project: The World As It Isn’t” (Projeto De Mapas Desenhados à Mão: O Mundo Como Ele Não É), o objetivo não é desenhar um mapa perfeitamente correto, com as ruas e prédios exatamente como são, mas sim fazer um mapa da cidade de acordo com o seu ponto de vista sobre ela, os seus sentimentos e todas as lembranças que você tem desse lugar, como cheiros e sons.

Tendo as lembranças como ponto de partida, seria impossível fazer um mapa de um lugar que eu ainda não conheço!

Então decidi começar a fazer mapas dos lugares que a gente já passou e escolhi Buenos Aires para ser meu primeiro desenho. E aí a coisa fluiu. O mapa foi nascendo quase que sozinho, a partir de todas as lembranças que tenho dessa viagem.

Pra quem  também gostar de mapas ilustrados, existe um site chamado They Draw And Travel, com milhares de mapas de vários lugares do mundo, uma verdadeira fonte de inspiração 🙂

Edição
Nosso mapa acabou de sair no blog do Maptia, YAAAY! Vocês podem ver nesse mesmo link aqui.
Thank you Maptia Guys, you’re awesome! 

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Buenos Aires 6º dia: Feirinha de San Telmo e o melhor indiano

Fomos até San Telmo conhecer a feirinha. Essa feirinha também foi legal, tinha várias coisas interessantes, mas não compramos nada. Final de viagem, já estávamos quase sem dinheiro. Vimos tudo e fomos pra Boca almoçar.

Infelizmente acabamos escolhendo o pior restaurante possível. O lugar era bonitinho e tinha tango ao vivo, mas o atendimento foi péssimo, muito demorado, os garçons estavam sujos e a comida também não era a melhor. Foi o primeiro lugar que não demos gorjeta, porque realmente não mereciam.

Era dia de jogo do Brasil e resolvemos parar em algum bar por ali pra tomar uma cerveja e ver o jogo. Escolhemos de novo um lugar em que o atendimento foi muito ruim. Esperamos mais de 10 minutos na mesa e ninguém foi nos atender. Resolvemos que era melhor voltar para o hostel.

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No caminho, gastamos o resto do nosso dinheiro em alfajores de todos os tipos e sabores. Voltamos para o hostel e comemos todo o alfajor que compramos e descansamos o resto do dia. No fim da tarde, pegamos um taxi para Puerto Madero, onde fomos jantar em um restaurante indiano. Compramos uma promoção nesses sites de compra coletiva e fomos lá conhecer o lugar.

Um dos melhores restaurantes que já fomos. O lugar era lindo, o atendimento excelente e a comida muito boa. Depois fomos pegar o Buquebus de volta à Colônia.

Chegamos em Colônia por volta de 5 da manhã e ficamos no terminal esperando nosso ônibus. Dormimos por todo o caminho e quando chegamos em Montevideo já pegamos o ônibus de volta para o aeroporto de Carrasco.

Compramos algumas coisas no duty free e  ficamos esperando o nosso vôo de volta. A viagem foi longa, tinha crianças chorando e gritando dentro do avião, e nós estávamos tristes por a viagem ter acabado.

Delhi Darbar – Indian Restaurant
Calle Viamonfe, 359 – Puerto Madero
Tel: 48940778

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Gasto total do dia para duas pessoas em pesos argentinos (R$1,00 = $2,00 pesos):

Metro: $2,20
Ônibus: $2,50
Almoço: $230,00
Ônibus: $2,50
Milka: $15,00
Alfajor: $2,50
Havana: $5,25
Alfajor: $3,90
Taxi para Puerto Madero: $11,00
Restaurante Indiano: $20,00 (sem contar o voucher)
Balinhas: $2,00
Total: $ 296,85

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Buenos Aires 5º dia: Café Tortoni e Siga La Vaca

Dormimos a manhã inteira. A parte ruim de fazer uma viagem dessas, sem ter muito tempo, é que queremos fazer o máximo de coisas possíveis no mesmo dia. No começo agüentamos, mas chegando o final da viagem fomos ficando muito cansados e perdemos um tempo precioso dormindo.

Comemos um pancho na rua e pegamos um metro para a Recoleta. A ideia era procurar o túmulo da Evita. Antes passamos no Buenos Aires Design pra comprar algumas coisas, depois fomos em uma feirinha. Quando vimos já não dava mais tempo de voltar ao cemitério.

Tínhamos que estar de volta para ir à um show de Tango no Café Tortoni. É caro, mas é o tipo de coisa que você tem que fazer quando se esta em Buenos Aires. O lugar é lindíssimo.  O show até que é bonito, mas parece um pouco forçado, e os músicos pareciam um pouco tristes.

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Depois de lá voltamos a Puerto Madero para jantar. Fomos em um restaurante chamado Siga La Vaca. Pagamos 100 pesos cada, incluía toda a carne que agüentássemos comer, sobremesa e uma garrafa de vinho pra cada. A comida estava realmente muito boa, mas o bife de churizo que era bom, demorava pra sair. É claro que saímos de lá passando mal de tanto comer e não agüentamos tomar todo esse vinho.

A ideia era ir pra um bar depois. Mas comemos tanto que resolvemos dar uma descansadinha no hostel e depois sair. Acordamos e já era dia seguinte.

Gasto total do dia para duas pessoas em pesos argentinos (R$1,00 = $2,00 pesos):
Bandeiras para mochila: $10,00
Pancho: $5,00
Bandeira: $8,00
Metro: $2,20
Zebrinha porta recado: $29,00
Metro: $2,20
Globinho de neve: $29,00
Baby zebras: $6,00
Entrada Café tortoni: $180,00
Siga La Vaca: $204,00
Total: $475,40

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Buenos Aires 4º dia: Puerto Madero

De manhã fomos conhecer Puerto Madero. Conhecemos o Museu Fragata Sarmiento, que fica dentro de um barco. Depois fomos caminhar, mas estávamos tão exaustos que não conseguimos aproveitar bem o passeio. Aproveitamos pra dar uma olhada nos restaurantes, já que planejamos comer pelo menos uma vez ali.

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Depois fomos conhecer a Casa Rosada. Não achei nada de extraordinário, mas se você esta em Buenos Aires, não custa nada ir conhecer.

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Voltando para o hostel, o tempo fechou. Caiu o mundo em Buenos Aires, foi a primeira chuva que pegamos na viagem. Tivemos que comer ali por perto mesmo e voltamos para o hostel para descansar. Acabamos dormindo a tarde inteira, estávamos exaustos de tanto andar nos últimos dias. À noite saímos para comer o pancho perfeito de novo, mas o queijo rockfort tinha acabado.

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Então pegamos um metro e fomos para Palermo. Passamos a noite procurando por um barzinho legal, mas não encontramos nada. Então compramos uma espumante azul e entramos em uma inauguração de uma loja, que parecia ser super divertida. (Nota do David: ok, na verdade só queríamos as bebidas grátis que estavam dando na festa). Só que chegamos lá e ja estava no final, então fomos embora.

Continuamos procurando um bar interessante, entramos em alguns lugares, mas nenhum era super legal. Então pegamos um táxi de volta para o hostel.

Gasto total do dia para duas pessoas em pesos argentinos (R$1,00 = $2,00 pesos):

Museu: $4,00
Almoço: $44,00
Refrigerante: $10,00
Pancho: $21,00
Metro: $2,25
Bebidas: $40,00
Bebidas: $12,00
Taxi: $35,00
Total: $168,25

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Buenos Aires 3º dia: Zoo de Lujan

Esse foi o dia que reservamos para conhecer o Zoológico de Lujan. Pegamos um metro até a Plaza Itália, e de lá um ônibus até Lujan. A viagem durou quase 3 horas. Chegando lá, fomos comprar nossas entradas e levamos um susto: o preço era o dobro do que diz no site do zoológico. Para argentinos, o valor é 50 pesos. Para estrangeiros, 100. Com sorte levamos um dinheiro a mais, e pagamos pra entrar porque já tínhamos viajado por 3 horas pra chegar até lá e é o tipo de coisa que você só faz uma vez na vida.

Lujan é conhecido por você poder tocar nos animais. Logo na entrada pudemos passar a mão em filhotinhos de leão e isso já me deixou muito eufórica! Os primeiros animais que fomos ver foram os tigres. Quando chegou a nossa vez de entrar na jaula, todos estavam dormindo e o moço que estava cuidando jogou um tambor no chão pra assustar eles e acordá-los, e foi nesse momento que todos levantaram juntos e vieram em nossa direção. Por mais incrível que pareça, eu fiquei bem calma. Já o David ficou paralisado de medo quando viu os tigres nos rodeando.

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Depois fomos passear de dromedário e depois dar comida para os elefantes. Pegamos uns pedaços de maçã e colocamos próximo à tromba do elefante e ele sugava a maçã. Quando chegou a vez do David o elefante sugou a mão dele inteira, e ele ficou com a mão cheia de ranho de elefante!

Depois veio  o mais emocionante: pegar filhotinhos de leão no colo! Eles são gordinhos, pesadinhos e fofinhos. Na jaula eles vivem com cachorros pra ficarem mais dóceis. Mesmo assim alguns deles estavam ariscos, porque tinha umas crianças irritando os coitadinhos. Ter esse contato tão direto com animais selvagens foi uma experiência incrível, mas é uma pena ver que eles estão em jaulas tão pequenas, tigres junto com leões, estando ali apenas para servir de entretenimento aos visitantes. Era notável que muitos animais estavam estressados.

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Outra parte emocionante do dia foi pegar filhotes de carneiro no colo. Foi o momento em que eu me apaixonei por carneiros. Eu peguei um bebê no colo e algumas cabras vieram me atacar querendo comer minha roupa. Eu estava rodeada de animais e estava amando tudo aquilo! Então fomos embora de Lujan por volta de 15h da tarde e chegamos de volta em Buenos Aires às 18h. Estávamos famintos, já que boa parte do dinheiro do nosso almoço foi todo embora com a entrada do zoológico, e dentro do zoo a comida é muito cara.

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Caminhamos procurando um lugar pra comer e paramos em uma lanchonete onde comemos o maior sanduíche de toda a nossa vida: Era pão com salada e maionese e um enorme pedaço de bife a milanesa. Eu estava mesmo faminta pra agüentar comer tudo!

Então voltamos para o hostel e à noite saímos para conhecer alguns bares. Fomos primeiro ao Le Bar. O ambiente é muito bonito, e tava tocando uma banda legal, mas nada muito agitado. Talvez porque tenhamos chegado um pouco cedo, dizem que a noite em BsAs começa mesmo por volta de 3h da manhã.

Depois fomos procurar o Melonio Bar, porém quando chegamos lá vimos que estava fechado. Então ficamos num barzinho  ao lado dele, onde conhecemos uns portenhos que nos deram algumas dicas sobre a cidade. Na volta para o hostel, paramos numa barraquinha onde comemos o melhor pancho de nossas vidas, com creme de queijo rockfort.

Gasto total do dia para duas pessoas em pesos argentinos (R$1,00 = $2,00 pesos):

Metro: $2,20
Ônibus: $40,00
Zoo de Lujan: $200,00
Metro: $2,20
Sanduíche: $50,00
Pepsi: $7,00
Pepsi: $10,00
Chopp Le Bar: $14,00
Outro bar: $14,00
Chocolate e água: $15,00
Panchos: $15,00
Total: $369,40

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Buenos Aires 2º dia: Parque 3 de Febrero e Cemitério da Recoleta

Acordamos cedo e fomos para Palermo. Conhecemos o jardim botânico, o rosedal e o jardim japonês. O jardim botânico é bem bonito e cheio de gatos. Eles estão por toda parte, nós demos um pouco de carinho e eles nos acompanharam pelo resto do passeio.

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O rosedal estava sem nenhuma rosa, o que foi bastante decepcionante. Escolhemos a época errada para ir visitá-lo, infelizmente. O jardim japonês é incrivelmente bonito, e estava cheio de cerejeiras floridas. Todos esses parques, e vários outros, incluindo grandes praças, fazem parte de uma grande área verde no Palermo chamada de parque 3 de Febrero. Assim que chegamos lá uma das primeiras coisas que vimos foram vários cachorros amarrados à árvores. Uma grande praça gramada, com uns 100 cachorros presos. Muitos deles estavam latindo, chorando e tentando fugir. Os donos deixam seus cachorros presos lá, amarrados em qualquer poste, para buscá-los no fim do dia. Ficamos com muita dó deles.

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O 3 de Febrero também inclui o planetário Galileo Galilei, mas quando fomos visitá-lo demos de cara com uma placa dizendo que estava fechado para reforma. Então comemos uma hamburguesa de rua e seguimos nosso caminho até o MALBA. O museu é enorme, lindo e possui um acervo bastante completo principalmente em artes plásticas.

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Saímos do museu ainda cedo e resolvemos ir andando até a Recoleta. No meio do caminho percebi que tinha perdido nosso mapa. (Nota do David: terceira coisa que ela perdeu na viagem, depois disso eu não deixei mais ela carregar coisas importantes).

Nosso plano ia por água a baixo, sem um mapa seria impossível ir até a Recoleta. Paramos numa banquinha pra tentar comprar um novo, mas era muito caro e não queríamos gastar tanto dinheiro em um mapa. Quando estavamos saindo da banquinha, o moço gentilmente nos chamou de volta e deu o mapa dele. Seremos eternamente agradecidos por ele ter salvo o resto do nosso passeio.

Então seguimos o nosso caminho até a Floralis Genérica. É uma grande flor, feita de aço e alumínio, que abre suas pétalas no começo do dia e vai fechando a medida que vai anoitecendo. Chegamos no fim da tarde e ficamos fotografando por ali e nada da flor fechar, então fomos para o Cemitério da Recoleta. O cemitério é bonito e muito bem cuidado. É lá que esta o túmulo da Evita Perón. Estávamos um pouco cansados e demos uma voltinha rápida, sem forças pra procurar o túmulo dela. O plano era voltar lá no sábado de manhã com mais tempo para procurar, mas acabamos não indo, infelizmente.

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Perto do cemitério esta o Buenos Aires Design. Nada além de um pequeno shopping, com lojas moderninhas, muita coisa legal pra comprar, tudo muito caro. É onde esta também o Hard Rock Café. Fomos lá para conhecer, mas também nada de mais. O ambiente é bem bonito, mas a comida la também é cara, e boatos que não é muito boa.

Então resolvemos voltar andando para o hostel. O caminho não parecia ser assim tão longo, mas chegando no centro não aguentávamos mais de cansaço e dor nas pernas.

Nos dias que estávamos na Argentina estava rolando a Copa América e nesse dia ia ter jogo do Brasil. Nenhum de nós é muito chegado a futebol, mas como toda a cidade estava nesse clima resolvemos sair pra ver o jogo em um bar com o Daniel. O lugar se chama The Templo Bar e estava cheio de brasileiros.

Ficamos lá assistindo o jogo, tomando uma cerveja e comendo batatas rusticas. Logo após acabar o jogo voltamos para o hostel e ficamos lá bebendo a jogando cartas com mais um pessoal que conhecemos. Era gente de todo o lugar do mundo, foi muito divertido.

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Gasto total do dia para duas pessoas em pesos argentinos (R$1,00 = $2,00 pesos):

Metro: $2,20
Jardim Japonês: $16,00
Almoço hamburguesas: $36,00
Entrada MALBA: $20,00
Coca-cola e alfajor: $10,00
Bar: $110,00
Total: $194,2o

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Buenos Aires 1º dia: Passeio por Carminito

Nosso primeiro dia em Buenos Aires, o que tínhamos planejado era conhecer alguns lugares ali pelo centro mesmo. Acordamos cedo e decemos pra tomar café da manhã. Nos empanturramos de pãezinhos com dulce de leche. Aí uma moça do hostel veio nos convidar pra um passeio que o pessoal ia fazer pela Boca e San Telmo, com uma guia do próprio hostel, e resolvemos ir junto.

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Almoçamos em uma pizzaria em frente ao hostel e voltamos para o quarto para dar uma descansadinha rápida, mas já estávamos tão exaustos dos dias que andamos Montevideo que acabamos dormindo a tarde inteira. À noite, quem encontramos no mesmo hostel que nós? Daniel, o mexicano. Uma grande coincidência estarmos no mesmo hostel em Montevideo e BsAs. Eu e o David estávamos saindo para conhecer uma galeria de arte ali no centro mesmo, e o Daniel foi junto. Depois de ver a exposição, fomos jantar em um restaurante na Galerías Pacífico, um shopping que fica na Calle Florida.

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Gasto total do dia para duas pessoas em pesos argentinos (R$1,00 = $2,00 pesos):
Alfajor: $5,00
Ônibus: $2,50
Ônibus: $2,50
Almoço: $65,00
Coca-cola: $6,00
3 pepsis no hostel: $15,00
Jantar: $45,00
Total: 141,00

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Colonia del Sacramento e a chegada em Buenos Aires

Acordamos atrasados. Olhamos no relógio e tínhamos que estar em Três Cruces em 20 minutos para pegar o ônibus. O David foi correndo ligar pra um táxi enquanto eu enfiava o resto das nossas coisas nas mochilas. Ainda bem que já tínhamos deixado tudo meio que arrumado no dia anterior. Foi só o tempo de trocar de roupa e o táxi chegou.

Chegamos em Três Cruces e pegamos o ônibus para Colonia Del Sacramento. Chegamos lá por volta de 9h. Deixamos nossas mochilas nos armários do terminal e fomos conhecer a cidade. Saindo do terminal fomos recepcionados pelos vira-latas nativos. Era uma gangue canina cujo único objetivo de vida era correr atrás dos carros que passavam na rua e tentar morder seus pneus. Fizemos amizade com eles, tiramos fotos e eles nos acompanharam até o centro de Colônia.

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Lá pegamos um mapa no centro de informações turísticas e sentamos em uma praça pra comer nossas bolachas maisena com dulce de leche. Fomos para o centro histórico, que é um lugar pequeno e charmoso. Em Colonia da pra alugar um tipo de mini carro pra passear pela cidade, mas achamos que conhecer tudo andando, apesar de mais cansativo, é muito mais proveitoso.

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Aí compramos um ticket que permite visitar 7 museus por 50 pesos. Conhecemos alguns de manhã e fomos almoçar em um restaurante próximo ao farol. Depois fomos visitar os outros museus e lá pelas 16h já tínhamos visto tudo.

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Então paramos em um barzinho pra tomar uma cerveja e esperar até a hora de pegar a nossa barca. Voltamos para pegar nossas mochilas e fomos para o terminal do Buque Bus. Eu estava muito agitada e ansiosa pra chegar em Buenos Aires, não conseguia parar sentada, então convenci o David a dar uma volta e conhecer todo o barco.

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No duty free compramos bebidas importadas a precinho de banana e fomos para a parte externa ver o mar. Era noite, então não conseguimos ver muita coisa, mas dizem que a travessia Colonia/BsAs é muito bonita.

3 horas depois chegamos em Buenos Aires. Ver todos aqueles prédios altos e modernos de Puerto Madero, a cidade toda iluminada me deixou muito emocionada e meus olhinhos se encheram de lágrimas. Desembarcamos no terminal lindíssimo do Buque Bus.

Estávamos super cansados e sem forças para procurar um ônibus, então pegamos o primeiro taxi que encontramos. Pagamos 48 pesos para chegar ao hostel e mais tarde descobrimos que o mesmo trajeto valia 17 pesos. Lição numero 1 do dia: não pegar o primeiro taxi que encontrar na frente, principalmente em terminais e aeroportos.

A cada rua que o taxista virava eu ficava mais deslumbrada com todas aquelas luzes, letreiros brilhantes e prédios altos. Eu tava com vontade de chorar de tanta felicidade por estar ali.

Chegamos no hostel e tivemos que pagar logo na entrada todas as nossas diárias. Estranhamos o valor, pois era bem mais alto do que esperávamos. Fomos confirmar nossas reservas e a moça estava nos cobrando o valor da diária atual. Porém fizemos a reserva com 2 meses de antecedência para pagar mais barato, e ai ela nos deu o desconto. Lição numero 2 do dia: ficar espertos no que estão nos cobrando e confirmar os valores que foram combinados.

O hostel que escolhemos se chama Obelisco e é um dos mais baratos que encontramos. Ficava em um prédio antigo, bem próximo à 9 de Julio. O lugar é muito charmoso e todo aquecido. O nosso quarto era muito espaçoso, digno de um hotel 4 estrelas.

Depois de arrumar nossas coisas saímos pra dar uma volta por ali e procurar um lugar pra comer.

Já estava tudo fechado e encontramos uma lanchonete que ainda estava aberta. Entramos e pedimos empanadas, quando o pessoal começou a fechar a porta e erguer as cadeiras pra ir embora. Os garçons olhavam feio pra gente, fazendo pressão pra irmos embora logo. Começamos a nos sentir mal e comemos rapidinho pra ir embora.

Gasto total do dia para duas pessoas em pesos uruguayos (R$1,00 = $10,30 pesos):
Taxi: $100,00
Lojinha (touca e mini farol): $225,00
Museu: $100,00
Almoço: $710,00
Farol: $30,00
Bandeirinhas para mochila: $140,00
Cerveja e fritas: $200,00
Duty Free: $842,00
Total: $1.545,00

 

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Montevideo 5º dia: Feira de Tristan e Parque Rodó

Domingo, dia de feirinha. No nosso último dia em Montevideo fomos conhecer a tão famosa Feira de Tristan. É enorme sim, mas foi a que menos gostamos. O que mais tinha era frutas, meias e alguns animais. Bem aleatório mesmo. A parte de antiguidades, que era o que mais queríamos ver, era bem pequena e tinha poucas coisas interessantes.

Conseguimos comprar algumas lembrancinhas e comemos um tipo de pastel. Depois desistimos da feira e fomos a um museu bem próximo dali, que fica numa antiga prisão. Foi um dos museus mais legais que visitamos. Cada exposição ficava dentro de uma antiga cela, e toda aquela atmosfera de imaginar os presos ali deixava tudo bem mais interessante.

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Quando estávamos indo embora, o moço da recepção perguntou se queríamos visitar o pátio onde os prisioneiros tomavam sol. Foi legal, de uma maneira um pouco bizarra, imaginar os presos ali tomando sol. O Espacio de Arte Contemporáneo entrou pra lista dos museus preferidos. Aliás, é difícil dizer qual museu nós não gostamos. Os museus de lá, tanto em Montevideo quanto em Buenos Aires, pareciam muito mais completos do que qualquer museu que tenhamos visto por aqui.

Saindo do museu, fomos andando até o Tres Cruces e de lá pegamos um ônibus para o Parque Rodó. É um lugar lindo e muito bem cuidado. Ele é enorme, andamos muito e não vimos o parque todo. Dentro dele tem dois parques de diversões, pedalinhos, feirinha e um museu. É claro que eu queria ir nos brinquedos e no pedalinho, mas era domingo, o parque tava muito cheio e a fila dos brinquedos do tamanho proporcional ao parque.

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Então passamos um tempo ali fotografando, comendo churros e passeando. Até eu perceber que tinha perdido minha blusa de lã preferida. Eu estava tão empolgada querendo fotografar tudo o que via na frente que não vi minha blusa cair no chão. Quando me dei conta disso já era tarde demais. Voltamos para procurá-la mas ela já não estava mais la. Já conformada, fomos comer panchos e beber patrícia na praia em frente ao parque. Dentro do parque tem um fotógrafo de lambe-lambe que por 100 pesos tira uma foto sua e revela na hora!

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Caminhamos pela areia até chegar em um mercadinho, onde compramos algo para comer na manhã seguinte. Compramos bolachas maisena, um pote de dulce de leche, e um tipo de teta de nega. Mais tarde fomos pra rua, soubemos que iria rolar um Candomble. Não sabemos bem como começa, mas as pessoas vão se reunindo no caminho e vão surgindo com tambores e instrumentos rústicos, tocando e cantando em um ritmo bem dançante. É uma enxurrada de gente andando e dançando no meio da rua. Uma coisa parecida com o maracatu brasileiro. Quando a coisa chegou ao fim, voltamos pro hostel e fomos dormir, afinal tínhamos que acordar bem cedo no dia seguinte.

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Gasto total do dia para duas pessoas em pesos uruguayos (R$1,00 = $10,30 pesos):
C-3PO da feirinha: $150,00
Imãs: $200,00
Pastéis: $46,00
Coca-cola: $17,00
Coca-cola: $25,00
Água: $29,00
Ônibus: $36,00
Churros: $40,00
Foto: $100,00
Panchos: $150,00
Mercado (coisas para café da manhã): $248,00
Cerveja: $90,00
Bandeira: $70,00
Total: $1.210,0010

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